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    ROCK EM CABUL (2015) - POR RUBENS EWALD FILHO


    Rock in Cabul (Rock the Kasbah)

    EUA, 15. 106 min. Direção de Barry Levinson. Roteiro de Mitch Glazer (O Novato, Os Fantasmas Contra Atacam). Com Bill Murray, Zoeey Deschanel, Leem Lubany, Bruce Willis, Kate Hudson, Arian Moyaed, Scott Caan, Danny McBride.

    São vinte diferentes produtores que realizaram esta pseudo comédia que tem a trilha musical composta por um brasileiro (o Marcelo Zarvos não em seu melhor dia). Mas que é um dos momentos mais infelizes da longa carreira do humorista Bill Murray (que neste mesmo ano fez também um pavoroso show musical da Netflix, chamado A Very Murray Christmas). É incrível como Murray, que pode ser genial com o roteiro certo (por exemplo, em Feitiço do Tempo, 93, ou Encontros e Desencontros, 2003), também pode ficar perdido numa história sem sentido (mesmo estando cercado por um grupo de amigos famosos com menos ainda por fazer do que ele!). O mesmo se pode dizer do diretor Barry Levinson, que ganhou Oscar por Rain Man (89) e foi indicado antes por Justiça para Todos, 89, como roteirista, Diner, roteiro 92, Avalon, roteiro, 90 e Bugsy, roteiro e direção, 91. Desde então a melhor coisa que fez foi uma série de TV infelizmente mal conhecida aqui chamada Homicide, Life on the Street, 93, até hoje vista como obra-prima! Ainda assim teve filmes dignos na TV (Você Não Conhece Jack, com Al Pacino), Vida Bandida e Mera Coincidência. Mas não é logicamente o mesmo e não consegue salvar esta besteira infeliz.

    Murray é um manager Richie Lanz (empresário) musical que acha que descobriu uma garota talentosa como cantora e que deveria ser apresentar num show musical de TV caso não estivessem na Afeganistão e tudo fosse pecado ou proibido. Principalmente quando a leva até Cabul para participar do programa Afghan Star. Foi muito vagamente inspirado em fato real! E rodado no Marrocos e Afeganistão.

    Um tema difícil porque está se envolvendo com fatos dramáticos que parecem ser verdadeiros e nunca tem a leveza ou ironia que poderia salvá-lo. O título do filme se refere a uma canção do mesmo nome da banda punk The Clash, que conta uma fábula sobre um rei que proíbe o rock, mas que é desafiado pela população (uma ideia criada porque em 1979, o Irã baniu a musica ocidental). O triste é que a canção não aparece no filme porque não lhe cederam os direitos autorais. Uma coisa tão esquisita e decepcionante como o próprio filme.



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