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    JOGO DO DINHEIRO (2016) - CRÍTICA POR RUBENS EWALD FILHO


    Jogo do Dinheiro (Money Monster)

    EUA, 16. 98 min. Direção de Jodie Foster. Com George Clooney, Julia Roberts, Jack O´Connell, Dominic West, Caitriona Balfe, Giancarlo Esposito, Christopher Denham, Lenny Venito.


    Este é o novo filme da produtora de George Clooney e o habitual parceiro Grant Heslov, que foi escolhido para ser o filme de abertura deste ano no Festival de Cannes, onde teve reações contraditórias (rejeitado pela imprensa, aplaudido pelos convidados. Ambas as reações não querem dizer grande coisa. São hábitos no Festival que por sinal este ano foi considerado o pior em décadas). Nem lá, nem cá, é um thriller de suspense que prende a atenção, onde não se consegue sentir a mão pessoal da atriz Jodie Foster como diretora. E francamente só depois fui perceber um trunfo do filme, que seria justamente que a história seria contada em tempo real, ou seja, aos 98 minutos de projeção. Um recurso que já foi usado várias vezes pelo cinema nos anos 50 (como em Punhos de Campeão de Robert Wise), mas que não acrescenta muito ao resultado.

    Mas se você já se cansou de tanto blockbuster com super heróis este pode ser uma alternativa. Lembra um pouco um filme em que Jodie foi atriz (alguém se lembra de O Plano Perfeito, 06, de Spíke Lee, com Denzel Washington, sobre um assalto de banco?) e por tabela o recente A Grande Aposta, 15, que denunciava as fraudes e corrupção do sistema bancário americano.

    Aqui, George Clooney tem o papel ingrato (será que fui só eu que o achou meio constrangido de fazer esse papel meio de palhaço na televisão?) de Lee Gates, um apresentador de um programa de TV sobre mercado financeiro que trabalha sempre com a diretora do programa Patty (uma surpreendente e convincente Julia Roberts, ainda mais se considerando que praticamente todas suas cenas foram rodadas separadas, reagindo ao nada, sem a presença do Clooney ou do invasor!).

    É quando está estourando um possível escândalo, que envolve um milionário de reputação duvidosa (o australiano Dominic West) e que Lee está tentando defender, o estúdio é invadido por um jovem Kyle que perdeu toda sua fortuna e agora quer vingança a qualquer custo (o papel é do britânico Jack O´Connell que havia sido escolhido por Angelina Jolie para o heroico Invencível). Com arma na mão, câmera no ar, Kyle ameaça a equipe enquanto se tenta descobrir a verdade daquela confusão toda. Quem tem um brilho todo especial num papel marcante é a estrela da série de TV, Outlander, a irlandesa Caitriona, de uma especial beleza, que faz a diretora da empresa que provocou a crise (ela tem que tentar segurar a situação, enquanto o patrão não retorna de misteriosa viagem a África do Sul).

    Talvez a história seja complicada demais para ser levada a sério, em particular na caminhada pelas ruas de Wall Street, mesmo assim tem boas sacadas (como quando Lee propõe a ajuda dos telespectadores e tem uma surpresa!) dando também uma interessante e positiva visão do que é uma equipe de YV em ação. Ou seja, fechando os olhos para possíveis coincidências ou exageros, é uma boa alternativa para adultos.


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