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    INDEPENDENCE DAY: O RESSURGIMENTO (2016) - CRÍTICA DE RUBENS EWALD FILHO


    Independence Day: O Ressurgimento (Independence Day: Resurgence)

    EUA, 16. 120 min. Direção de Roland Emmerich. Com Liam Hemsworth, Jeff Goldblum, Bill Pullman, Vivica A Fox, William Fichtner, Maika Monroe, Joey King, Sela Ward, Jessie Usher, Brent Spiner, Charlotte Gainsbourg, Judd Hirsch, Ryan Cartwrigt, Gracie Hang.

    Vinte anos depois, o diretor e produtor alemão Roland Emmerich está de volta com uma espécie de continuação do seu mega sucesso Independence Day (que teria custado por volta de 200 milhões de dólares e já esta anunciando sua “sequel” na certeza de seu sucesso). Há uma ausência (o Will Smith é visto apenas em uma pintura e Robert Loggia que iria ter papel maior, faleceu antes e o filme é a ele dedicado. Mas colocaram seu rosto em cima de corpo alheio. Will não esta no filme porque a Fox recusou seu pedido de salário de 50 milhões de dólares por dois filmes). Outros coadjuvantes também foram ignorados ou substituídos. Ainda que a julgar pela conclusão o próximo filme quer ser na linha de Star Wars, partindo para a luta interestelar (e lógico mais videogame, porque aqui já tem varias cenas prevendo isso!) como se o planeta Terra já não tivesse problemas sobrando: eles agem como se vinte anos depois dos ataques todos tenham vivido em paz reconstruindo a Terra e não existisse o caos atual de terroristas e falta de água, degelo e assim por diante!!!

    Ou seja, o que o filme quer mostrar é um delírio fantasioso em que os humanos fazem feitos notáveis (enquanto a destruição de Londres, por exemplo, é mais pictórica do que detalhada, mas poupam mostrar em detalhes a Casa Branca, onde a presidenta já é uma mulher, a ainda linda Sela Ward). Impliquei especialmente quando absurdamente com um grupo de teens em fuga no meio da inundação param para ajudar um velho que dorme, só porque ele será o cientista do filme anterior (Hirsch). Coisa parecida sucede com um cachorro também recolhido no auge do perigo (concessões de que o filme não se recupera). De qualquer forma, o filme ajuda a recuperar a carreira dos antigos astros do filme anterior, por coincidência ambos muito simpáticos pessoalmente, Jeff Goldblum (o cientista importante) e Bill Pullman (o presidente que veio lançar o filme no Brasil, aliás fala-se em Brasil pela boca da francesa Charlotte Gainsbourg, de Ninfomaníaca, que cita de passagem nosso país). Para o equilíbrio racial há uma mocinha chinesa (para garantir o mercado local), um jovem piloto negro e um chefe guerreiro africano (meio selvagem ainda, mas mostrado simpaticamente) que guarda segredos da luta.

    Emmerich nunca foi um grande diretor (e fez um Godzilla descartável, O Dia Depois de Amanhã e vai refazer Stargate), mas sabe controlar este tipo de blockbuster e teve ajuda novamente do roteirista Dean Devlin (ele chegou a escrever uma continuação há 15 anos atrás mas devolveu o dinheiro porque não achou que ela estava a altura do projeto. Só agora há 5 anos que encontrou uma saída melhor). De qualquer forma, o protagonista agora é o australiano Liam Hemsworth (o irmão do Thor) que na verdade não tem carisma ou experiência suficiente para segurar um filme reduzindo tudo a uma aventura sem alguém mais do que bonitinho (sua namorada na história também falha em beleza).

    O que se tem então é um monte de coadjuvantes tentando decifrar enigmas (e também grande numero de vítimas humanas!). Por isso não chega a emocionar ou mesmo provocar vibração (assisti o original em Miami e a plateia vinha abaixo com a torcida pelo herói. Os ETs pior ainda não ganham qualquer identidade marcante, lembrando por vezes os Aliens). Ainda assim há efeitos, ação e dólares queimados para satisfazer uma diversão casual.


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