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    sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

    DEADPOOL (2015) - ANÁLISE POR RUBENS EWALD FILHO


    Deadpool (Idem)

    EUA, 16. 1h48 min. Direção de Tim Miller.Com Ryan Reynolds, Morena Baccarin, T.J. Miller, Ed Skrein, Gina Carano, Leslie Uggams, Brianna Hildebrand, Michael Bernyaer.


    Assisti o filme na famosa e bem sucedida pré-estreia pública a uma hora da madrugada de quinta-feira numa sala lotada com público de fãs (que reagiram felizes e aplaudiram nas horas certas, tornando o espetáculo ainda mais agradável). Sim, praticamente todos ficaram até o fim dos letreiros (por favor, não saiam antes por que a Marvel usa sua marca registrada com uma aparição do herói, desta vez fazendo uma citação de Curtindo a Vida Adoidado (86) homenageando Matthew Broderick, anunciando a presença de outro herói na continuação já em andamento, que eu não reconheci mas os fãs adoraram! E afirmando que desta vez não tem Samuel L. Jackman que habitualmente faz esse adendos!

    Mas este é mais um detalhe que vem complementar o sucesso que vai ser esta comédia (acho que é a maneira certa de classificá-lo) de ficção cientifica ou simplesmente a transcrição para o cinema de um herói famoso do quadrinhos que é completamente diferente dos outros e se dá ao luxo de zombar de muitos deles (em particular os X-Men e em especial O Wolverine) num roteiro impagável escrito por Rhett Reese e Paul Wernick (os dois fizeram Zombielândia, mas também o péssimo G.I. Joe Retaliação e mais nada que justificasse o ótimo resultado). Na verdade eu lamentei não ser tão aficionado assim de quadrinhos, o que me impediu de entender várias citações (só para fãs).

    Mas a Marvel fez muito bem em abordar o ladro negro dos comics antes que alguém o fizesse (o criador lendário Stan Lee aparece aqui como locutor de uma boate de strip-tease!). Praticamente todas as piadas e brincadeiras funcionam (me lembrando muito o estilo da revista Mad, ao citar famosos, inclusive já começando pelos letreiros zombeteiros que cria uma grande publicidade com o público). Certamente grande parte do mérito cabe ao ator Ryan Reynolds, que durante anos lutou para levar o projeto de seu coração adiante, no que deve ter sido um trabalho exaustivo e detalhado (ele aparece a maior parte do tempo ou coberto por uma pesada maquiagem, ou vestindo a roupa do personagem). Engraçado que mesmo sendo dublado por especialistas em cenas de luta, Ryan deixa sua marca na voz e nos trejeitos muitos seus. Certamente a melhor coisa que já fez em cinema.

    Outra boa presença é a da brasileira Morena Baccarin, que foi indicada ao Emmy em 2013 por Homeland e fez mais séries que filme (entre elas, V, que a revelou, The Flash (ganhou prêmio por uso de uma voz de Gideon). Ela descende de família de atores (a mãe é Vera Setta, o tio o ator já falecido Ivan Setta) e o sobrenome vem de um ex-marido ainda repórter da TV Globo (recentemente se separou do marido diretor de cinema). Estudou na famosa High School of Performing Arts (de Fama!) e fez a Julliard. Em cinema, fez há pouco A Espiã que Sabia De Menos e me parece que ainda esta em cartaz em Gotham (a série). Seu papel aqui é o central feminino, a namorada do herói e espera-se que ela retorne porque tem um tipo diferente, é bonita, sensual (faz a primeira nudez da Marvel!) e sai-se muito bem.

    Tenho falado mais do prazer que o filme me proporcionou com seu senso de humor e nem fiz um resumo. O roteiro usa a técnica de começar com o herói já em plena ação no que seria sua primeira grande missão pegando um táxi e dando lições a um motorista indiano! Acontece então uma incrível e divertida luta numa rua estilo minhocão sempre com o herói tirando o sarro. Sim, com certa vulgaridade, ocasionais grosserias e bastante violência (para os padrões do gênero). Depois a narrativa é entremeada de voltas ao passado quando ficamos conhecendo a namorada, o amigo do bar, a história do amor e finalmente a crise de saúde quando se fica sabendo que ele vai morrer de câncer. É isso que o faz recorrer a um último recurso e o faz cair nas mãos do famigerado Ajax. Esse vai e volta funciona bem e dá certa dinâmica a narrativa (ameaça se arrastar mais ou menos no meio mas felizmente recupera o ritmo e o humor).

    Esta é a primeira direção de Tim Miller, conhecido como especialista em efeitos visuais, animador e foi indicado ao Oscar com o curta Gopher Broke, 2005. Foi supervisor Criativo de Scott Pilgrim Contra o Mundo e alguns curtas. Mas nada disso o preparava para um trabalho tão competente. O filme também deve transformar em estrela o ator Ed Skrein que faz o vilão Ajax, que como muitos é britânico, era roqueiro e foi revelado como tantos para Game of Thrones (onde era Daario Naharis), substituiu Jason Statham em Carga Perigosa, o Legado.

     Deadpool passa rápido e dá vontade de ter mais. Que maior elogio se podia dar?


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    1 comentários:

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