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    sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

    13 HORAS - CRÍTICA DE RUBENS EWALD FILHO

     13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi (13 Houras The Secret Soldiers of Benghazi)

    EUA, 16. 143 min. Direção e produção de Michael Bay. Com John Krasinski, Pablo Schreiber, James Badge Dale, David Denman, Dominic Fumusa, Max Martini, Alexia Barlier, David Costabile, Toby Stephens.

    É muito curiosa a carreira de Michael Bay, que fez questão de se tornar talvez o mais conhecido dos realizadores de blockbusters, em particular depois da quadrilogia dos Transformers (e vem ai o quinto!), além de Bad Boys, Pearl Harbor, Amarggedon, A Rocha e o recém fracasso Sem Dor, Sem Ganho. Este aqui é um filme que ele fez com um elenco praticamente desconhecido (as exceções são John Krasinksi, da série de TV The Office, marido de Emily Blunt, que faz o protagonista, e Toby Stephens, filho de Maggie Smith, que é Glen Bub Doherty). Desta vez se inspirou num fato real pouco conhecido ou lembrado e gastou por volta de 50 milhões de dólares, rodando em digital para ficar mais em conta (mesmo assim o filme mal lançado em janeiro nos EUA está custando a sequer chegar aos 50 de bilheteria. Como é muito americanista não parece promissora sua carreira no resto do mundo).

    Ele conta um fato real, como anda na moda, que aconteceu em Bengazhi em 11 de setembro de 2012, quando uma missão diplomática na Líbia foi atacada por militantes árabes sem qualquer explicação e foi defendida por um pequeno grupo de 13 soldados norte-americanos (usando como locações um pouco de Marrocos e da Ilha de Malta!). O filme originalmente tinha 240 minutos e ia ser estrelado por Mark Wahlberg, se agora já parece longo demais, imagine se tivesse mantido essa versão.

    O elenco pouco conhecido poderia ajudar caso Krasinski não tivesse uma cara gozadora e gaiata, totalmente inapropriada para ser o protagonista. Sua inação deixa um buraco no meio da trama que a prejudica. Não há dúvida que as cenas de ação são muito bem feitas e ao que parece autênticas (eles reproduziram fielmente o lugar onde realmente aconteceu os ataques). E na montagem fizeram com que a trama já começasse com a ação e depois voltasse para mostrar em demasiado detalhes como sucedeu o ataque árabe aonde estava hospedado um embaixador norte-americano.

    Bay é muito criticado por saber encenar as cenas de ação, naturalmente impecáveis, mas se perde com um roteiro confuso, em que os personagens (difíceis de identificar porque são desconhecidos para o público) falam só clichês (nenhum deles consegue ficar humano ou sensível). Isso prejudica o filme que tem muita ação e pode funcionar para quem gostar do gênero. Mas que ficaria muito melhor mais compacto e com meia hora a menos.

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