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    sábado, 9 de janeiro de 2016

    O BOM DINOSSAURO - CRÍTICA POR RUBENS EWALD FILHO


    O Bom Dinossauro (The Good Dinosaur)

    EUA, 15. 93 min. Direção de Peter Sohn. Roteiro de Bob Peterson, Sohn e mais cinco outros.


    Este é sem dúvida o mais fraco filme de animação da Pixar, ainda mais fraco que Carros 2 e Aviões. Também foi o mais complicado e problemático. Ficou em produção durante seis anos e sofreu com problemas de roteiro e disputas entre os produtores. O diretor Bob Peterson foi despedido do projeto no verão de 2013, quando faltava apenas um ano para ele ser lançado (que seria em maio de 14). Um colegiado formado por John Lasseter - o manda chuva do estúdio -, Lee Unkrich, Mark Andrews e Peer Sohn assumiram o projeto.Mas houve uma crise interna em novembro de 13, quando a Pixar despediu 67 funcionários de sua sucursal no Canadá e o filme entrou em hiato (diziam que “não é que ele seja ruim, só não é ótimo!”). Em outubro de 14, Sohn oficialmente virou o diretor (como diretor fez antes apenas um curta, Parcialmente Nublado, mas tem experiência como ator e animador). Mudaram então a história, diminuindo a idade do protagonista dinossauro e fazendo que o inimigo fosse a própria natureza. Também mudaram os atores que iam dublar os personagens (no original, ficaram os pouco famosos Jeffrey Wright e Frances McDormand e o compositor Mychael Danna (As Aventuras de Pi) assumiu a trilha musical. E assim adiaram também para o ano que vem a estréia de Procurando Dory.

    O fato, porém, é que este ano o público americano tem rejeitado muitos filmes (e os jovens adolescentes, que outrora foram o público mais freqüente, agora se tornou mais exigente). Este Dinossauro nas primeiras semanas não rendeu mais do que 90 milhões de dólares (o que é pouco, porque na segunda semana caiu de público sessenta por cento!). Sinal de que não agradou como devia.

    Mas também não chega a ser um desastre. Não utiliza canções na trama (que foi uma das razões do êxito Frozen) e sem dúvida parece redundante, porque já houve muitos outros filmes de dinossauros (a própria Disney fez um em 2000 chamado Dinossauro que era realista e meio sem graça). Spielberg produziu o desenho Os Dinossauros Voltaram (93) e uma série de filmes sobre eles a partir de Em Busca do Vale Encantado (The Land Before Time, 88) e eles estiveram ainda juntos com outros bichos pré-históricos no sucesso A Era do Gelo (de 1 a 4).

    Mas difícil achar um bicho mais falso do que aqui, onde o herói, o jovem Arlo, parece mais um animal de massinha, o filho caçula de um casal de Dinossauros que plantam para poderem sobreviver ao inverno. Mas é desajeitado e vítima de bullying dos irmãos mais velhos. Até o dia em que aparece uma garotinho selvagem, que ainda anda de quatro e que é esperto caçador, se torna seu amigo. A situação se complica porque o lugar que estão é dado a grandes e furiosas enchentes que os levam por outras aventuras onde exploram a natureza em busca de comida. Há como sempre há uma dose poética (descobrem a beleza dos vagalumes), momentos de perigo e ação, inimigos perigosos (aves predadoras) e outros Dinossauros mais amigos. Há também um estouro de manada de bisões e algumas cenas que os pais não vão gostar, por exemplo, certa violência em comer bichos menores e uma sequência de gosto duvidoso quando eles comem uma fruta que lhes fazem viajar numa “bad trip” como se fossem cogumelos lisérgicos! Ou seja, nada que criança deveria ver...

    Além disso é longo demais ou parece ser, o que é ainda pior. Isso no mesmo ano em que a Pixar teve o êxito de critica e que provavelmente vai levar o Oscar da categoria, com Divertida Mente.


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