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    sábado, 17 de outubro de 2015

    CINEMA SAMURAI 4 & KAGEMUSHA - DADOS, CRÍTICAS E ONDE COMPRAR


    A Versátil lança este mês de outubro o  “Cinema Samurai 4”, digistack com 3 DVDs que reúne 6 clássicos filmes de samurai dirigidos por grandes diretores do gênero e estrelados pelos astros Kinnosuke Nakamura, Raizo Ichikawa e Tomisaburo Wakayama.

    Fica a dica do "TudoSobreSeuFilme".
    Abaixo, detalhes dos filmes e onde comprar.
    (http://www.dvdversatil.com.br/).

    E atenção, nos nomes dos diretores abaixo estão links de suas respectivas filmografias (e biografias em alguns casos) para conhecerem mais de suas obras.

    Enfim...vamos aos filmes.



    DISCO 1


    “A Última Espada” (“Mibu Gishi Den”, 2002, 137 min.)
    De Yojiro Takita. Com Kiichi Nakai, Koichi Sato e Yui Natsukawa.

    No crepúsculo do xogunato, um samurai de província vai à cidade grande em busca de uma vida melhor, e entra para os Shinsengumi. Dirigido por Yojiro Takita (“A Partida”), esse é um dos melhores filmes de samurai dos últimos anos.

    “Lobo Samurai” (“Kiba Okaminosuke”, 1966, 74 min.)
    De Hideo Gosha. Com Isao Natsuyagi, Ryohei Uchida e Junko Miyazono.

    O solitário ronin Kiba chega a uma aldeia para defender uma bela mulher cega de homens inescrupulosos. Influenciado pelo faroeste sphaghetti e por “Yojimbo”, o mestre Hideo Gosha faz um chambara moderno, eletrizante e violento.



    DISCO 2


    “Juramento de Obediência” (“Bushido Zankoku Monogatari”, 1963, 122 min.)
    De Tadashi Imai. Com Kinnosuke Nakamura, Eijiro Tono e Kyoko Kishida.

    O jovem japonês Iikura encontra os diários dos seus antepassados, descobre que é descendente de uma antiga linhagem de samurais, e que todos tiveram fins trágicos. Iikura reflete sobre o passado de sua família e o confronta com o seu presente através da lembrança dessas leituras. Bushidô Zankoku Monogatari (Contos Cruéis do Bushido) é uma incursão em mais de 300 anos de história do Japão. Clássico japonês, o filme rendeu ao diretor Tadashi Imai o Urso de Ouro como melhor filme do Festival de Berlim de 1963.

    Lobo Samurai 2” (“Kiba Okaminosuke: Jigoku Giri”, 1967, 72 min.)
    De Hideo Gosha. Com Isao Natsuyagi, Ichiro Nakatani e Bin Amatsu.

    Agora o ronin Kiba se envolve com os planos de vingança de um prisioneiro que se parece com seu falecido pai. Como “Sanjuro”, esta continuação é tão boa e impactante quanto o primeiro filme. Mais uma prova do talento visceral de Gosha.



    DISCO 3


    “Crônicas dos Shinsengumi” (“Shinsengumi Shimatsuki”, 1963, 93 min.)
    De Kenji Misumi. Com Raizo Ichikawa e Tomisaburo Wakayama.

    Um samurai honrado se junta aos Shinsengumi, por causa de sua profunda admiração pelo líder do grupo. Mas a realidade entrará em choque com seu idealismo. Mais um grande chambara de Kenji Misumi, um dos maiores diretores do gênero.

    “Guerra de Espiões” (“Ibun Sarutobi Sasuke”, 1965, 100 min.)
    De Masahiro Shinoda. Com Koji Takahashi, Testsuro Tamba e Eiji Okada.

    Os anos de guerra chegam ao fim no Japão feudal, unificado sob o domínio do Shogunato Tokugawa no começo do séc. XVII. O espião Sasuke Sarutobi, cansado do conflito, deseja a paz. Porém, quando o espião Tatewaki Koriyama planeja abandonar o seu Shogun por um clã rival, os espiões dos clãs entram em atividade, e Sasuke se vê perseguido por todos os lados, envolvido contra sua vontade.
    Também conhecido como "Samurai espião".

    Critica do Guerra de Espiões:

    A figura do ninja é facilmente reconhecível no ocidente, assim como piratas ou vikings. Porém, a exemplo dos piratas e dos vikings, muito do estereótipo dos ninjas como conhecemos hoje advêm do folclore e dos exageros consagrados nas mídias atuais como filmes, desenhos animados e histórias em quadrinhos. Mesmo entre acadêmicos, a História dos ninjas é envolta em muito mistério.

    A palavra "ninja" não é citada nenhuma vez durante o filme, pois não era um termo usual na época, aliás, os ninjas eram designados com muitos nomes diferentes. E os títulos adotados no ocidente (Samurai Espião, Samurai Spy, etc.) são um grande erro histórico. Os samurais odiavam comparações com os espiões, pois tinham seu próprio código de honra (bushido), e consideravam as atividades dos espiões desonrosas. As técnicas de combate dos espiões eram desleais comparadas com as dos samurais, que deviam lealdade aos seus senhores e usufruíam do status do título, enquanto os espiões eram vistos como mercenários e mantinham seus rostos cobertos em ação.


    Samurai Spy é uma tentativa bem sucedida de fazer uma versão verossímil dos espiões (ou ninjas), mostrando como funcionavam suas atividades durante o turbulento início da Era Tokugawa, no séc. XVII. Mesmo livre dos exageros comuns, algumas características famosas são reforçadas, como os homens de preto em ataques furtivos e silenciosos, habilidades com armas, etc.

    Quanto ao enredo, Samurai Spy lembra muito o filme North By Northwest, pois assim como o personagem vivido por Cary Grant no clássico de Hitchcock, Sasuke Sarutobi se vê dentro de uma rede de acontecimentos que o levam a ser perseguido por vários agentes, acusado de crimes que não cometeu. E é aí que mora o mistério do filme, na busca de Sasuke pela verdade, que o faz arriscar sua própria vida.

    Um dos filmes mais consagrados do diretor Masahiro Shinoda, e um dos poucos do cinema japonês a abordar o tema com seriedade, Samurai Spy é um clássico dos anos 1960.


    Marcus V.R.Pacheco
    Cinéfilo, colecionador, escritor,cineasta e ocupado vendo filme



    DADOS TÉCNICOS DOS DISCOS

    CINEMA SAMURAI 4

    DISCO 1

    “A Última Espada” (“Mibu Gishi Den”, 2002, 137 min.)
    De Yojiro Takita. Com Kiichi Nakai, Koichi Sato e Yui Natsukawa.

    “Lobo Samurai” (“Kiba Okaminosuke”, 1966, 74 min.)
    De Hideo Gosha. Com Isao Natsuyagi, Ryohei Uchida e Junko Miyazono.

    DISCO 2

    “Juramento de Obediência” (“Bushido Zankoku Monogatari”, 1963, 122 min.)
    De Tadashi Imai. Com Kinnosuke Nakamura, Eijiro Tono e Kyoko Kishida.

    “Lobo Samurai 2” (“Kiba Okaminosuke: Jigoku Giri”, 1967, 72 min.)
    De Hideo Gosha. Com Isao Natsuyagi, Ichiro Nakatani e Bin Amatsu.

    DISCO 3

    “Crônicas dos Shinsengumi” (“Shinsengumi Shimatsuki”, 1963, 93 min.)
    De Kenji Misumi. Com Raizo Ichikawa e Tomisaburo Wakayama.

    “Guerra de Espiões” (“Ibun Sarutobi Sasuke”, 1965, 100 min.)
    De Masahiro Shinoda. Com Koji Takahashi, Testsuro Tamba e Eiji Okada.

    Extras:

    Depoimento de Masahiro Shinoda sobre “Guerra de Espiões” (16 min.), 
    Trailers (18 min.)


    TRAILER




    BÔNUS


    A versátil lança também o clássico de Kurosawa com uma surpresa incrível nos extras...

    Kagemusha - a sombra do samurai

    ("Kagemusha", 1980, 180 min)

    De Akira Kurosawa. Tatsuya Nakadai, Tsutomu Yamazaki, Kenichi Yamazaki

    Shingen, um poderoso Senhor da Guerra, torna-se lendário como o lema que decora os seus estandartes "veloz como o vento, silencioso como a floresta, feroz como o fogo, inalterável como a montanha". Depois de uma grande batalha, Shingen, ferido de morte, ordena ao clã que procure um sósia para o substituir - para manter a sua morte em segredo, evitando assim o ataque dos seus inimigos. Mas este é um vulgar criminoso que tem de aprender a transformar-se num grande líder e comandar um exército de 25.000 leais guerreiros Samurai... Drama épico sobre conflitos feudais no Japão do século XVI, "Kagemusha" ganhou o grande prêmio do festival de Cannes 1980, e é considerado um marco na carreira do conceituado realizador Akira Kurosawa.

    * Recebeu duas nomeações ao Oscar, nas categorias de melhor filme estrangeiro e melhor direção de arte.
    * Recebeu uma nomeação ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro.
    * Ganhou dois prêmios no BAFTA, nas categorias de melhor realizador e melhor guarda-roupa. Foi ainda nomeado nas categorias de: melhor filme e melhor fotografia.
    * Ganhou o Prêmio César de melhor filme estrangeiro.
    * Ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

    CRÍTICA

    Cinco anos após a experiência de Dersu Uzala, Kurosawa retornou ao Japão para dirigir Kagemusha (Kagemusha, a Sombra do Samurai, no Brasil). Com uma grandiosa produção que por muito pouco não levou os estúdios Taho a abandonar o projeto por falta de verbas (o projeto só engrenou após George Lucas e Francis Ford Coppola levarem dinheiro dos EUA para Akira), este filme é um dos mais discutidos e aclamados do popular diretor japonês.

    O grande tema que envolve este longa de três horas de duração é a representação do poder. O filme é ambientado no Japão do século XVI, que passava por uma interminável guerra civil. Vários clãs disputavam o controle da cidade de Kyoto, já que sua posse era fundamental para tomar conta do restante do país. Shingen Takeda (Tatsuya Nakadai) parece estar na frente da disputa e vence dois outros chefes para tomar a capital. Ao cercar o castelo de Ieyasu Tokugawa (Masayuki Yui), Shingen é ferido e acaba morrendo. Mas seus inimigos não sabem que um ladrão com uma incrível semelhança com o chefe daquele clã vai tomar o lugar de Shingen e se tornar um Kagemusha (Guerreiro das Sombras). Durante cerca de três anos o bandido torna-se figura central da história ao tomar para si a identidade do líder do Japão no período da guerra.


    Enquanto acompanhamos a falcatrua que ocorre no clã para esconder a morte de Shingen, o impostor tenta se adaptar a uma nova vida. Ele se envolve com o neto do líder do clã, com suas amantes e com seus conselheiros de guerra. Poucos sabem o segredo, que é desvendado de uma forma inimaginável (em uma cena muito bem construída).

    A fotografia deste Kagemusha é espetacular, daquelas de ficar impressionado mesmo. O padrão de cores vivas em algumas cenas, que contrasta um pouco com a visão um tanto quanto sombria de alguns de seus outros longas, seria mais tarde recuperada em algumas passagens de Dreams (1990).

    Esta produção foi o grande divisor de águas na carreira de Kurosawa. Não no sentido de sua estética ou no sentido de remuneração ou reconhecimento, mas sim na questão referente a seu objetivo no cinema. Todo o diretor tem um grande sonho, um grande projeto em mente. Desde a década de 1940, a base de Kagemusha estava na cabeça de Kurosawa, que só não o produziu antes por conta do alto custo de produção. Segundo Kurosawa confidenciou a amigos após ver este longa nas telas do cinema, sua alma podia deixar este mundo em paz. Ele cumpriu seu objetivo no cinema.

    Um dos melhores filmes já feitos no Japão. Uma das produções mais grandiosas do cinema mundial. O filme levou para casa a Palma de Ouro de Cannes e o David di Donatello, além de ser indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

    TRAILER
    Extras: 


    Filme “A Vingança de um Samurai” (1952, 82 min.),
    Making of (41 min.), 
    Storyboards (43 min.), 
    Trailers (5 min.), 
    Comerciais (5 min.), 
    Lucas, Coppola e Kurosawa (19 min.), 
    Pôster exclusivo (35 x 43,7 cm)


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