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    terça-feira, 25 de agosto de 2015

    O QUE É PELÍCULA CINEMATOGRÁFICA?



    Película cinematográfica (por vezes abreviado como película ou filme), é qualquer filme fotográfico que é utilizado para a realização de filmes para cinema ou televisão. Sua principal característica específica, que o distingue dos filmes fotográficos comuns, é ser fabricado em rolos maiores, permitindo filmagens mais longas.Os grandes fabricantes mundiais de película são as indústrias estadunidense Kodak e a japonesa Fuji.
    Há diversos formatos de película, em geral definidos pela sua bitola (largura). Os formatos mais conhecidos para cinema são 35 mm, 16 mm e Super-8. E há diferentes películas para filmes em preto-e-branco e em cores.

    Elementos do filme

    Independentemente da bitola e do formato, o filme cinematográfico possui quatro elementos básicos:

    Fotograma ou quadro (em inglês, "frame"): é o espaço onde cada imagem fixa se forma e é armazenada. Este espaço é de formato retangular, em geral na proporção 1.33 ou 4x3 (o que significa que a largura é 33% maior que a altura). A projeção destas imagens em alta velocidade (desde 1927 padronizada em 24 por segundo) e em registro é que produz ao olho humano a ilusão de movimento.
    Perfurações ("film perforations" ou "perfs"): são furos feitos na superfície do filme, em geral dos dois lados do fotograma, e que servem para facilitar o transporte do filme, tanto na câmara quanto no projetor, mantendo as imagens em registro umas com as outras.
    Pista de som ("sound track"): é o espaço para a informação sonora, disposto transversalmente numa das laterais do filme, entre o fotograma e as perfurações. Pode ser constituído por uma ou mais pistas de som óptico (visíveis como uma linha sinuosa preta "desenhada" ao lado do fotograma) ou de som magnético (tiras de cor marrom constituídas de material magneto-sensível).
    Numeração de borda ("edge numbers" ou "edge code"): é uma série de pequenos números impressos em uma das bordas da película, sequencialmente e a intervalos regulares, para facilitar a montagem do filme e sua posterior manipulação no laboratório. Desde 1991, esses números são acompanhados de código de barras, o que permite a sua leitura mecânica..


    Bitola

    Bitola cinematográfica é uma propriedade física do filme, definida pela sua largura, normalmente medida em milímetros. As principais bitolas que têm sido utilizadas no cinema são as de 8 mm, 16 mm, 35 mm e 70 mm.Historicamente houve também outras bitolas (9.5 mm, 22 mm, 56 mm, etc.), especialmente no período do cinema mudo, mas sem a mesma importância das mencionadas acima.

    Comparativo dos tipos comuns:




    Tipos comuns


    8MM

    8 mm é uma bitola cinematográfica, às vezes chamada de 8 mm Standard para diferençar do Super-8.A mais estreita de todas as bitolas que chegaram a ser comercializadas regularmente, foi lançada pela Kodak em 1932, durante a Grande Depressão, na tentativa de criar um padrão para o filme doméstico mais barato que o 16 mm.
    O filme 8 mm foi largamente utilizado por amadores até a década de 1960, acabando por ser substituído pelo Super-8, um novo formato da mesma bitola, com perfurações menores e portanto mais espaço útil para a imagem. Possui uma resolução de cerca de 1500 linhas horizontais.


    Características

    largura do filme: 8 mm
    dimensões do fotograma: 4,88 x 3,68 mm
    proporção do fotograma: 1,33
    diagonal do fotograma: 6,11 mm
    distância entre fotogramas: 3,81 mm
    perfurações por fotograma: 1
    dimensões da perfuração: 1,83 x 1,27 mm
    espaço reservado ao som: 0,75 mm
    cadência de projeção: 24 qps ou 10,16 cm/s
    fotogramas em 1 m de filme: 236
    tempo de projeção de 100 m de filme: 16 min 23s


    SUPER 8

    Super-8 (ou Super 8 mm) é um formato cinematográfico desenvolvido nos anos 1960 e lançado no mercado em 1965 pela Kodak, como um aperfeiçoamento do antigo formato 8 mm, mantendo a mesma bitola.O filme tem 8 milímetros de largura, exatamente o mesmo que o antigo padrão 8 mm, e também tem perfurações de apenas um lado, mas as suas perfurações são menores, permitindo um aumento na área de exposição da película, e portanto mais qualidade de imagem. O formato Super-8 ainda reserva uma área, no lado oposto ao das perfurações, onde uma pista magnética permite a gravação sincronizada do som.

    Sistema Kodak

    Cartucho

    O filme Super-8 da Kodak é distribuído em cartuchos plásticos à prova de luz contendo dois batoques coaxiais, um para o filme virgem e outro para o filme exposto, carregados com 50 pés de filme. Estes 3600 fotogramas permitem 2 minutos e 30 segundos de exposição ao padrão profissional de 24 quadros por segundo, ou 3 minutos e 20 segundos ao padrão alternativo (amador) de 18 quadros por segundo. Durante algum tempo, a Kodak também colocou no mercado um cartucho Super-8 de 200 pés, com 4 vezes mais filme, que podia ser carregado em câmaras especiais 
    O cartucho de Super-8 pode ser carregado na câmara em poucos segundos, sem a necessidade de tocar no filme. Além disso, um código de entalhes na face interna dos cartuchos permite que a câmara identifique a sensibilidade do filme para ajuste automático.

    Negativo

    Tipicamente, o Super-8 é um filme reversível, ou seja, filmado e revelado como imagem positiva num mesmo material (ao contrário do padrão negativo/positivo da maioria dos sistemas de fotografia e cinema). No entanto, a partir dos anos 1990, a Kodak tornou disponível um cartucho de Super-8 negativo, que depois de filmado é normalmente transferido para vídeo pelo processo de telecine, para uso profissional em comerciais de televisão, vídeo-clipes e outros projetos cinematográficos.
    O filme a cores mais comum é balanceado para luz de tungstênio (3400K), sendo que a grande maioria das câmaras possui uma chave para selecionar a exposição à luz do dia (5500K), o que permite filmar internas e externas com o mesmo cartucho de filme.

    Som

    O Super-8 original era um sistema de filmagem sem som, mas em 1973 foi lançada a versão sonora, com pista magnética. Os cartuchos sonoros são um pouco maiores, para acomodar uma distância entre a janela da câmara, onde o filme é exposto e forma-se a imagem, e uma segunda abertura, onde uma cabeça magnética da câmara entra em contato com a pista magnética do filme e grava o som. Câmaras Super-8 sonoras, com espaço interno maior e cabeças magnéticas de gravação, eram compatíveis com cartuchos silenciosos, mas câmaras silenciosas não podiam utilizar cartuchos sonoros.
    Em 1997, a Kodak parou de fabricar filmes Super-8 sonoros, alegando motivos ecológicos: a substância utilizada para colar a pista magnética na película foi considerada prejudicial ao meio ambiente.

    Atualmente

    Ainda hoje, a Kodak distribui várias opções de filme Super-8 reversível, tanto a cores quanto em preto e branco . No entanto, em 2005 foi anunciado que o popular Kodachrome deixará de ser fabricado, sendo substituído pelo Ektachrome ISO 64. Em preto e branco, as emulsões mais comuns são a Plus-X (ISO 100) e a Tri-X (ISO 200). Recentemente, foram lançadas várias opções de filmes Super-8 negativos, correspondentes à série Vision da Kodak, especialmente os ISO 200 e ISO 500, que podem ser usados com muito pouca luz.

    Sistema Single-8 da Fuji

    No mesmo ano de 1965 em que a Kodak lançou o Super-8, a Fuji passou a distribuir um sistema alternativo chamado Single-8.
    O filme Single-8 tem exatamente as mesmas dimensões do Super-8, em termos de tamanho e formato do fotograma, perfurações e espaço para a pista sonora. Mas a sua base é de poliéster, mais fina e mais resistente que a base de celuloide do Super-8. Além disso, os cartuchos de Single-8 possuem um design bem diferente, mais comprido e mais fino, posicionando o rolo de filme virgem e o espaço para o filme exposto lado a lado (e não no mesmo eixo, como é o caso do Super-8). Como consequência disso, os sistemas Super-8 e Single-8 são incompatíveis na filmagem (câmara de um sistema não roda cartucho do outro), mas compatíveis na montagem e na projeção.
    Apesar de nunca ter sido tão popular quanto o Super-8, o Single-8 ainda subsiste. Em Janeiro de 2007, a Fuji continua produzindo filme Single-8, que ainda pode ser revelado em vários locais.

    Super 8 duplo

    Super-8 Duplo (normalmente abreviado para DS8) é um filme de 16 mm de largura, mas com perfurações de Super-8. A opção, distribuída nos anos 1970 e 1980, exigia uma câmara especial, que permitia que o filme rodasse duas vezes, expondo um lado de cada vez. Depois, no laboratório, o filme seria revelado e cortado ao meio, formando uma única tira de Super-8 para projeção. Graças às perfurações dos dois lados, o Super-8 Duplo tinha uma imagem mais estável que a do Super-8.

    Equipamentos

    Não existem mais câmaras Super-8 em produção; as últimas fabricadas foram as da marca russa Quarz (conhecidas como Kinoflex nos Estados Unidos), que ainda eram distribuídas no início dos anos 1990. No entanto, existe um grande mercado paralelo de velhas câmaras Super-8 (marcas Canon, Minolta, Bauer, etc.) vendidas a preços cada vez mais baixos.
    Alguns especialistas em Super-8, como a Pro8mm (de Burbank, Califórnia), a Wittner-kinotechnik (de Hamburgo, Alemanha) e a Kahlfilm (de Brühl, Alemanha), cortam e perfuram filmes virgens da Kodak, Fuji e Orwo, que depois são reembalados em cartuchos Super-8 da Kodak. Ironicamente, hoje há mais variedade de filmes Super-8 do que jamais houve, mas muito poucas lojas no mundo inteiro vendem esse material, já que a demanda de consumo é virtualmente inexistente. A Inglaterra é um dos poucos países em que ainda se pode encontrar filme Super-8 virgem com alguma facilidade.
    Recentemente, surgiu o boato de que a Coreia do Norte estaria fabricando câmaras e filmes Super-8. Embaixadas da Coreia do Norte confirmaram o boato mas, como não há previsão de exportação, a única forma de obter estes produtos seria viajando até Pyongyang.

    Artigo popular

    Quando surgiu, o Super-8 foi proposto para uso amador - registro de eventos sociais, viagens e cenas domésticas. Seu baixo custo em relação às bitolas profissionais de cinema (35 mm e 16 mm) e a sua qualidade em relação ao 8 mm tradicional fizeram com que se tornasse, nos anos 1970 e 1980, o formato preferencial para filmes de estudantes, filmes experimentais e mesmo para tentativas semi-profissionais de cineastas iniciantes .
    No entanto, nos anos 1990, com a popularização do vídeo, o uso amador e doméstico do Super-8 foi praticamente extinto. E é claro que seu uso "alternativo" não foi suficiente para manter todo um segmento da indústria de equipamentos eletrônicos em atividade.
    Mesmo assim, o Super-8 ainda hoje é usado por profissionais em vídeoclipes, comerciais de TV e sequências especiais de projetos de cinema e televisão. Para o cineasta profissional, o Super-8 é mais uma ferramenta a ser usada em conjunto como outros formatos cinematográficos. Alguns procuram simular a imagem de antigos filmes domésticos, ou criar imagens estilizadas pela granulação.
    Muitos cineastas independentes  , às vezes ligados às artes visuais, como Derek Jarman, Guy Maddin, Nathan Shiff, etc, fizeram largo uso de filme Super-8. Cineastas profissionais como Wim Wenders e Oliver Stone utilizaram Super-8 para dar um caráter especial a determinadas sequências de seus filmes. Nos anos 1990, Mark Pirro tornou-se uma espécie de herói dos superoitistas do mundo inteiro ao conseguir que seu filme "A Polish Vampire in Burbank" fosse exibido três vezes no USA Channel. Em 2005, o curta-metragem "The Man who Met Himself", do realizador inglês Ben Crowe, tornou-se o primeiro filme totalmente rodado em Super-8 a participar da competição oficial do Festival de Cannes.
    Nos anos 1970, muitos festivais de cinema no mundo inteiro abriram se(c)ções específicas para filmes feitos em Super-8, sendo que algumas destas mostras permanecem até hoje. No Brasil, o Festival de Gramado mantém a sua mostra competitiva de Super-8, de onde surgiram pelo menos duas gerações de cineastas brasileiros.


    9,5 MM

    9.5 mm é um formato de filme amador introduzido pela Pathé Frères, em 1922, como parte do sistema de filme amador Pathé Baby. Foi concebido inicialmente como um formato de baixo custo para fornecer cópias de filmes feitas comercialmente para usuários domésticos, apesar de uma câmera simples ter sido lançado logo após.
    Tornou-se muito popular na Europa ao longo das próximas décadas e ainda é usado por um pequeno número de entusiastas hoje. Mais de 300.000 projetores foram produzidos e vendidos principalmente na França e na Inglaterra e muitas características comerciais estavam disponíveis no formato.


    16 MM

    A resolução do filme 16 mm é de cerca de 3K (3.000 linhas horizontais). O filme 16 mm foi introduzido pela Kodak em 1923 para o mercado de cinema amador, doméstico. Terminou sendo, durante décadas, a bitola mais utilizada em documentários, filmes experimentais, filmes de treinamento e por cineastas independentes. O formato em 16 mm contribuiria de um modo decisivo para o futuro do cinema.

    Durante muito tempo, cópias 16 mm de filmes rodados em 35 mm eram distribuídas no chamado circuito alternativo (cineclubes, escolas, sindicatos, grupos de estudo, etc). Com a popularização do vídeo a partir dos anos 1980, o interesse pelo formato praticamente deixou de existir, as cópias de filmes em 16 mm tornaram-se raras e o uso de projetores de 16 mm foi abandonado.

    Ainda hoje  o 16 mm é utilizado como uma alternativa de captação de imagens de boa qualidade, mais barata e ágil que o 35 mm e com equipamento menos sofisticado que o vídeo digital, para algumas produções de publicidade, videoclipes, telefilmes e documentários. Graças ao formato Super-16, lançado no mercado em 1971, é também utilizado por algumas produções independentes para cinema, cujas cópias são feitas em 35 mm (por ampliação óptica ou digital) quando do seu lançamento comercial.

    Características:
    largura do filme: 16 mm
    dimensões do fotograma: 10,26 x 7,49 mm
    proporção do fotograma: 1,37
    diagonal do fotograma: 12,70 mm
    distância entre fotogramas: 7,62 mm
    perfurações por fotograma: 1 (positivo) ou 1 + 1 (negativo)
    dimensões da perfuração: 1,83 x 1,27 mm
    espaço reservado ao som: 1,80 mm
    cadência de projeção: 24 qps ou 18,29 cm/s
    fotogramas em 1 m de filme: 131
    tempo de projeção de 100 m de filme: 9 min 6 s


    35 MM

    35 mm é uma bitola cinematográfica criada por George Eastman em 1889, a princípio para fotografia fixa, mas em seguida utilizada também nas primeiras experiências de cinema.
    Os primeiros filmes rodados pelos irmãos Lumière, em 1895, foram já realizados em 35 mm, apesar de as características de perfuração da bitola só terem sido definitivamente padronizadas em 1899. Mais tarde, em 1927, o filme 35 mm foi adaptado para receber som óptico. Tanto no período do cinema mudo quanto após a introdução do som, a bitola 35 mm foi o padrão para produções profissionais no mundo todo, com raríssimas excepções.
    Ainda hoje, mesmo com o avanço da tecnologia digital, o filme de 35 mm continua sendo a bitola mais utilizada no cinema do mundo inteiro, tanto na filmagem quanto na projeção. É também ainda muito utilizado para captação de imagem nos sectores de publicidade e videoclipes na maioria dos países, e em muitos telefilmes e séries para TV, especialmente nos Estados Unidos, até o cinema IMAX utiliza este formato.
    A resolução real do filme é um assunto de muito debate. A Kodak afirma que 35 mm tem o equivalente a resolução de 6K (6.000 linhas horizontais) de acordo com um vice-presidente sênior da IMAX. O negativo IMAX tem até 18K (12.000 linhas horizontais), mesmo assim alguns filmes com esta tecnologia são gravados em 35 mm e depois remasterizados.


    Fragmento contendo dois fotogramas
    Características

    largura do filme: 35 mm
    dimensões do fotograma: 22,05 × 16,03 mm
    proporção do fotograma: 1,37
    diagonal do fotograma: 27,26 mm
    distância entre fotogramas: 19,00 mm
    perfurações por fotograma: 4 + 4 (4 de cada lado)
    dimensões da perfuração: 2,79 × 1,98 mm
    espaço reservado ao som: 2,13 mm
    cadência de projeção: 24 qps ou 45,60 cm/s
    fotogramas em 1 m de filme: 53
    tempo de projeção de 100 m de filme: 3 min 40 s


    70 MM

    É a maior de todas as bitolas, introduzida nos anos 1950 para a filmagem de grandes espetáculos, fornecendo uma imagem de qualidade superior à do 35 mm tradicional, mais larga (a largura do fotograma é mais do dobro da sua altura) e com espaço para 6 pistas de som - isto, muito antes da tecnologia digital.

    Tal como é usado nas câmaras, a película é de 65 mm (2,6 polegadas) de largura. Para a projeção, o filme original de 65 milímetros é impresso em 70 mm (2,8 polegadas). O adicional de 5 milímetros são para 4 tiras magnéticas que prendem seis faixas de som. Embora em recentes impressões, 70 milímetros usam codificação de som digital, a grande maioria de 70 mm existente antecedem esta tecnologia.

    Cada quadro é de cinco perfurações, com um aspecto ratio de 2.20:1. A grande maioria dos cinemas são incapazes de lidar com o filme 70 mm, e assim os originais filmes 70 milímetros são mostrados usando impressões de 35 milímetros no normal CinemaScope / Panavision em relação de aspecto de 2.35:1, ou, nos últimos anos, por meio de projetores digitais que passaram a ser usados nesses locais.
    A partir dos anos 1970, passou a ser basicamente uma bitola de cópias: os filmes são rodados em 35 mm e, eventualmente, ampliados a 70 mm para exibição em salas especiais. No Brasil, desde 1993, não existe mais nenhuma sala que projete filmes em 70 mm.

    A resolução real do filme é o assunto de muito debate. Um filme de 70 milímetros IMAX com 15 perfurações, captura negativos com estimados 18K, que é o equivalente a 18.000 pixels ao todo (252 megapixels).

    Características

    largura do filme: 65 mm (negativo), 70 mm (positivo)
    dimensões do fotograma: 52,63 x 23,00 mm
    proporção do fotograma: 2,29
    diagonal do fotograma: 57,44 mm
    distância entre fotogramas: 23,75 mm
    perfurações por fotograma: 5 + 5 (5 de cada lado)
    dimensões da perfuração: 2,79 x 1,98 mm
    espaço reservado ao som: 9,60 mm
    cadência de projeção: 24 qps ou 57,00 cm/s
    fotogramas em 1 m de filme: 42
    tempo de projeção de 100 m de filme: 2 min 55 s
























    IMAX

    Imagem Maximum (IMAX) é um formato de filme criado pela empresa canadense IMAX Corporation que tem a capacidade de mostrar imagens muito maiores em tamanho e resolução do que os sistemas convencionais de exibição de filmes. Uma tela padrão IMAX tem 22 metros (72 pés) de largura e 16,1 metros (52,8 pés) de altura, mas podem ser maiores. Em 2008, IMAX é o sistema mais largamente usado para formatos-grandes e apresentações especiais de filmes. Em Março de 2007, havia 280 cinemas IMAX em 39 países (60% deles localizados no Canada e Estados Unidos). Metade desses cinemas é comercial e metade é educacional. Em setembro de 2014 o total de salas IMAX nos EUA ultrapassou a marca de 400.
    Variações do formato tradicional IMAX incluem IMAX Dome (projeção em 180º, geometria da sala diferenciada), IMAX 3D e IMAX Digital. A mais larga tela de IMAX Dome no mundo são os Big Cinemas IMAX em Mumbai, India com uma área de tela de 1.180 m2 (12.700 pés quadrados). A maior tela retangular de IMAX no mundo está localizada no IMAX Theatre Sydney em Sydney, Austrália, de tamanho 1.051 m2 (11.315 pés quadrados) e também equipada para mostrar filmes.
    A resolução do IMAX multiplex normal é de 4K ajustada para parecer maior, o complexo especializado tem resolução de 10.000 por 7.000 pixels, e os filmes podem ser produzidos em 35 mm ou 70 mm.


    História

    O desejo de aumentar o impacto visual do filme tem uma longa história. Em 1929, a Fox apresentou a Fox Grandeur, o primeiro formato de filme 70 mm, mas rapidamente caiu em desuso. Na década de 1950 o CinemaScope (1953) e a VistaVision (1954) ampliaram a imagem de filme de 35 mm, seguindo sistemas de multi-projector, como o Cinerama (1952). Embora impressionante, Cinerama foi difícil de instalar.
    Durante a Expo 67 em Montreal, Kroitor's In the Labyrinth e Ferguson's Man and the Polar Regions ambos usaram ​​multi-projetor, sistemas multi-screen. Cada um encontrou dificuldades técnicas que os levaram a fundar uma empresa, inicialmente chamada de "Multiscreen", com o principal objetivo de projetar e desenvolver uma abordagem mais simples.
    O sistema single-projector/single-camera que eles acabaram por instalar em cima, foi projetado e construído por Shaw baseado em um "Rolling Loop", tecnologia de filme-transporte comprado de Peter Ronald Wright Jones, um trabalhador loja de máquina de Brisbane Austrália .
    Quando se tornou evidente que uma única imagem, de tela grande teve mais impacto do que várias outras menores, foi um direcionamento do produto mais viável, então a Multiscreen mudou seu nome para IMAX.
    Tiger Child, o primeiro filme em IMAX, foi demonstrado na Expo '70 em Osaka, Japão. A primeira instalação permanente do IMAX foi no cinema Cinesphere, no Ontario Place, Toronto. A estreia foi em maio de 1971, exibindo o filme North of Superior. A sala ainda está em operação. No entanto, Ontario Place está de fechado para reforma.
    Aspectos técnicos

    Câmera


    O sistema IMAX aumenta a resolução da imagem usando um aspecto de quadro muito maior: enquanto um quadro de 35mm oferece cerca de seis mil linhas (6K) de resolução horizontal, um quadro filmado em IMAX pode, potencialmente, apresentar o equivalente a 18 mil linhas (18K) de resolução. Para alcançar isto, rolos de filme 65 milímetros passam horizontalmente através da câmara, de 15 perfurações por vez, resultando numa velocidade de 102,7 metros por minuto.

    As câmeras tradicionais de 65 milímetros filme passam verticalmente através da câmera de cinco perfurações de cada vez, resultando em uma velocidade de 34 metros por minuto. Em comparação, a película de 35 milímetros corre verticalmente através das quatro perfurações da câmara de cada vez, o que resulta em uma velocidade de 27,4 metros por minuto.

    A área da imagem de filme de 65 mm é de 48,5 mm x 22,1 milímetros (1,91 × 0,87) (para Todd-AO), em IMAX a imagem é 69,6 milímetros × 48,5 milímetros (2,74 × 1,91) de altura. De modo a coincidir com a velocidade de filme padrão de 24 quadros por segundo, três vezes o comprimento de película se move através da câmara.

    Filme

    O formato IMAX é genericamente chamado filme "15/70", o nome referindo-se aos 15 perfurações ou perfurações por quadro. A massa do filme requer pratos horizontais, em vez de rolos de filme convencionais. Platters IMAX variam de 1,2-1,83 metros (3,9-6,0 pés) de diâmetro para acomodar 1-2,75 horas de filme. Platters com um longa-metragem de 2,5 horas pesam 250 kg (550 lb).

    IMAX usa filme de impressão baseado em ESTAR, em suas 15/70, sistemas de projeção de filmes de laminação de circuito. Filme de impressão baseada em ESTAR proporciona maior precisão. O processo de desenvolvimento de produto químico não altera o tamanho ou a forma de filme de impressão ESTAR, e o sistema de registro de pino de IMAX (especialmente o mecanismo de câmera) não tolera ou pinhão-buraco ou variações de espessura do filme.


    IMAX 3D

    Para que seja criada a ilusão de profundidade tridimensional, o processo IMAX 3D utiliza duas lentes para representar os olhos direito e esquerdo. As duas lentes são separadas por uma distância inter-ocular de 64 mm, que é a distância média entre olhos humanos. A gravação é feita em dois rolos de filme para os olhos esquerdo e direito, que são projetados simultaneamente, criando para os espectadores a ilusão de ver uma imagem 3D em uma tela em 2D. A câmera IMAX 3D é pesada, pesando mais de 113 kg, o que torna difícil a filmagem de documentários in loco.

    Alguns filmes que foram apresentados em 3D Real D, para lançamento em cinemas convencionais, também têm sido apresentadas em IMAX 3D, como Monstros vs. Alienígenas, da DreamWorks, Tá Chovendo Hamburguer, da Sony Pictures, U2 3D,Avatar, Shrek Forever After da Paramount, Alice no País das Maravilhas (2010) e Resident Evil 4: Recomeço .

    Existem dois métodos para criar a ilusão 3D no cinema. O primeiro envolve polarização. Durante a projeção, as imagens de ambos os olhos são polarizadas linearmente enquanto são projetadas para a tela IMAX. Usando óculos especiais com lentes polarizadas nas respectivas direções para coincidir com a projeção, cada olho verá apenas a imagem destinada a ele, uma vez que a polarização de cada lente cancelará a imagem do outro olho.

    Outro método de projeção 3D envolve óculos obturadores LCD. Estes óculos contém painéis LCD que são sincronizados com o projetor, que alterna rapidamente a 96 frames por segundo entre as imagens esquerda e direita, que são vistas instantaneamente pelo olho apropriado, permitindo que o painel de um olho se torne transparente, enquanto o outro permanece opaco. Enquanto os painéis dentro destes óculos obturadores 3D se alternem a a 96 frames por segundo, o próprio filme é exibido a 24 frames por segundo.

    Um problema específico que enfrentamos com filmes 3D é que o efeito 3D não se prorroga passados os limites da tela física. É por esta razão que a tela deve ser suficientemente grande para cobrir a maior parte da visão periférica possível do telespectador. Outro problema com cinema IMAX 3D é devido a uma diferença intrínseca entre nossos olhos e o formato do filme. Devido às grandes negativas, a profundidade de campo é drasticamente reduzida, provocando muitas vezes uma distração de representação da cena. Imagens geradas por computador não tem este problema, visto que é possível controlar a profundidade de campo nas imagens para permitir que tudo esteja em foco. Enquanto alguns podem argumentar que isso é menos do que a regular artística de filmes 2D que propositadamente empregam rasa profundidade de campo por razões estéticas, telas IMAX ocupam mais da visão do espectador do que filmes 2D comuns e, portanto, o telespectador pode ser desorientado ao ver imagens que estão fora de foco.


    IMAX DIGITAL

    Uma versão digital do IMAX começou em 2008. O novo sistema é apenas uma projeção padrão; não existem câmeras digitais IMAX.

    Sistemas IMAX digitais pode mostrar um conteúdo normal , 3D em IMAX ICD ou no formato digital. O sistema digital reduz a necessidade do uso de volumosos filme bobinas e facilita a distribuição IMAX,é o mais compacto dos equipamentos digitais, o sistema pode caber dentro de um cinema multiplex normal em vez do complexo especializado como edifícios IMAX exigem normalmente.

    Apesar dessas vantagens, uma grande desvantagem é a resolução da imagem é muito inferior ao normal do IMAX. As telas usadas por IMAX digital são também instalações muito menores do que aqueles encontrados nos tradicionais cinemas IMAX.

    IMAX digital usa atualmente dois projetores com resolução de 2K, tecnologia que juntamente com partes do sistema IMAX. A resolução 2K são duas imagens projetadas sobre si, produzindo uma imagem que é, potencialmente, uma resolução ligeiramente maior do que cinema digital comum.


    IMAX HD

    Dentre as variações do IMAX incluem-se o IMAX de alta taxa de quadros processando 48 quadros por segundo de cadência em filmes conhecido como IMAX HD. Esta versão do IMAX tenta suavizar a movimentação do filme e assim torná-la mais real alem de ao mesmo tempo reduzindo a distorção de movimento por dobrar a cadência em relação a um filme normal. O sistema IMAX HD foi testado pela primeira vez no pavilhão Canada da Exposição Universal de Sevilha de 1992 com o filme Momentum. Os elevados custos de produção e os elevados custos de manutenção dos equipamentos de projeção, inviabilizaram o sistema IMAX HD, mas não, sem que antes vários cinemas no mundo fossem adaptados para projetar a 48 quadros por segundo, especialmente no canada para exibir o filme Momentum. No parque da Disney da califórnia a atração "Soarin' Over California" foi adaptada para projetar o IMAX HD.


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    1 comentários:

    1. queria alguém que pudesse me esclarecer uma dúvida
      eu não consigo enxergar muito bem a filmagem de película atualmente. para mim, elas são destinadas apenas a câmeras analógicas, e por ser assim, não consigo enxergar uma câmera analógica que filme numa qualidade tão alta como as digitais. por esse motivo, o conceito película x digital me confunde, pois se a película consegue transmitir uma qualidade tão boa, como eles a utilizam? que tipo de equipamento e/ou coisa do tipo eles usam essas películas a ponto de transmitir uma qualidade tão boa e não cheia de grãos como em fotografias com câmeras analógicas?

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