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    segunda-feira, 24 de agosto de 2015

    GIALLO - PELA VERSÁTIL

    Bom, já elogiei bastante a versátil nestes posts, pois ela merece muito cada linha falando dos filmes lançados.

    Mas aqui vamos fazer um pouco diferente, vou falar mais dos filmes lançados, que são esplendorosos.

    Mas vale ressaltar a linda caixa, os cards sempre bem vindos nestas edições limitadas, o preço para adquirir, bastante acessível e recompensador (afinal são quatro filmes), os sempre inclusos documentários e por fim, mas um capítulo da exploração da filmografia de Mario Bava, um gênio que esta sendo  redescoberto pelo curador e fã Fernando Brito. Já lançou vários filmes, e sei que vai lançar tantos quantos forem possíveis.

    Clicando no nome de cada diretor, você é redirecionado para cada respectiva filmografia.

    Pode acessar também outros links explicativos contidos nas sinopses.

    A seguir os filmes:

    “Seis mulheres para um assassino” 

     (“Sei donne per l’assassino”, 1964, 89 min.)

    De Mario Bava. Com Cameron Mitchell, Eva Bartok, Thomas Reiner

    Confesso de ante mão, que como cinéfilo, vi quase tudo do diretor em vhs e não me lembrava de uma cena se quer do filme. Redescobri este grande diretor nestes lançamentos fantásticos. que a Versátil tem disponibilizado.
    Diretor de mão cheia, ele consegue tornar um filme simples tão interessante. De quebra, com este filme, ele sedimentou o Giallo (assim como com "Banho de sangue", que faz parte do Obras primas do terror 3, ele criou o Slasher). Gênio para ser estudado, entendido e admirado.
    A sinopse: Isabella, uma jovem modelo, é assassinada por uma misteriosa figura mascarada numa Casa de Moda, pertencente a Condessa Cristiana. Quando o namorado de Isabela se torna suspeito do assassinato, o diário da vítima, contendo informações que relacionem a jovem ao assassino, desaparece. O mascarado passa então a matar todas as modelos da casa para encontrar o diário.
    Trilha sonora magnífica, delirante.

    “Tenebre”

     (“Tenebrae”, 1982, 106 min.)

    De Dario Argento. Com Anthony Franciosa, Christian Borromeo, Mirella D’Angelo

    Dario Argento esta no meu hall de diretores injustiçados por mim. Assisti sua filmografia em Vhs. Lembro que o "Gato de nove caudas" é uma das piores cópias que já assisti na vida.

    Nunca voltei à filmografia dele. Somente assisti aos últimos filmes, do final da década de 90 até hoje, e não gostei de nenhum. Partindo deste ponto, não haveria motivos para assistir mais estes primeiros anos de sua filmografia, afinal a ideia formada nunca foi muito boa.

    A Versátil me mostrou que eu deveria mergulhar nos filmes de Argento com este Tenebre, que é a volta de Argento ao Giallo.

    A sinopse: Escritor chega à cidade de Roma para promover seu último livro, Tenebrae, mas descobre que alguém está usando seus romances como inspiração para cometer assassinatos. Logo, ele se vê envolvido nos crimes e passa a tentar descobrir o provável assassino.

    Atenção à marcante trilha sonora eletrônica, característica do diretor.

    O Estranho Vício da Sra. Wardh 

    (“Lo Strano Vizio della Signora Wardh”, 1971, 95 min.)

    De Sergio Martino. Com George Hilton e Edwige Fenech

    Também conhecido como "Lâmina Assassina", o filme oferece ao seu espectador tudo que o giallo promete em sua premissa: pessoas ordinárias fazendo coisas terríveis umas as outras, um enredo repleto de reviravoltas, assassinatos brutais, uma forte dose de sexo bizarro, masoquismo e adultério oriundo de personagens problemáticos. E Martino mantém o roteiro escrito a seis mãos por Vittorio Caronia, Ernesto Gastaldi e Eduardo Manzano Brochero em intenso clima de interesse, sempre estilizado ao extremo, recurso proveniente da tal escola italiana de fazer filmes, sempre se importando com cenários, fotografias, construção de cenas e trilha sonora.

    A sinopse é a seguinte: Julie Wardh, de volta a Viena com seu marido diplomata Neil, encontra a cidade aterrorizada por um maníaco assassino. Imediatamente, lembra-se de Jean, seu violento e sádico ex-namorado, que convenientemente voltou à cidade ao mesmo tempo do início dos assassínios e, retomando o contato com ela, parece querer reatar o romance. Também entra em cena o enigmático e elegante George, que também demonstra seus interesses em relação à Julie. Assim, acompanhando os passos do assassino, Julie deve descobrir quem, entre os homens à sua volta, tem intenções mais nefastas do que apenas levá-la para cama.


    O Segredo do Bosque dos Sonhos” 

    (“Non si Sevizia um Paperino”, 1972, 98 min.)

    De Lucio Fulci. Com Florinda Bolkan, Barbara Bouche e Tomas Milian

    Em um vilarejo italiano, estranhos assassinatos de crianças aterrorizam a pequena população, levando grande número de policiais e jornalistas para o local.

    O filme teve grandes problemas com a censura. A polêmica do filme não está em sua violência, mas sim na sexualidade existente em uma cena, onde Patrizia, nua, se insinua na frente do jovem Michelle – uma cena impactante que ainda choca o público mais moralista.

    Como curiosidade, há o título poético e bonito O Estranho Segredo do Bosque dos Sonhos, nome que o filme recebeu no Brasil, e depois perdeu o “estranho“, sem ter nada a ver com o título original, “Non se Sevizia un Paperino”, que traduzindo ao pé da letra seria “Não se tortura um patinho”.

    Outra curiosidade é que a atriz principal, Florinda Bolkan, é brasileira, nascida no Ceará.

    Na Itália, Paperino é o nome do Pato Donald. A Disney vetou mas o filme foi lançado com o título, que também se refere a um patinho. O título em inglês mais conhecido foi "Don’t Torture a Dukling."

    Um boneco do Pato Donald aparece em uma importante cena no filme, uma referência que simbolize talvez uma admiração do autor com o personagem, ou se fazendo uma análise mais profunda, uma espécie de perda da inocência, podendo ela ser simbolizada de várias formas (que são mostradas no filme).

    Marcus V.R.Pacheco
    Cinéfilo, colecionador, escritor, cineasta e ocupado vendo filme


    DADOS TÉCNICOS DOS DISCOS


    Disco 1
    Seis Mulheres para o Assassino (“Sei donne per l’assassino”, 1964, 89 min.)
    De Mario Bava. Com Cameron Mitchell, Eva Bartok, Thomas Reiner
    Tenebre (“Tenebrae”, 1982, 106 min.)
    De Dario Argento. Com Anthony Franciosa, Christian Borromeo, Mirella D’Angelo

    Disco 2
    O Estranho Vício da Sra. Wardh (“Lo Strano Vizio della Signora Wardh”, 1971, 95 min.)
    De Sergio Martino. Com George Hilton e Edwige Fenech
    O Segredo do Bosque dos Sonhos (“Non si Sevizia um Paperino”, 1972, 98 min.)
    De Lucio Fulci. Com Florinda Bolkan, Barbara Bouche e Tomas Milian


    Extras:
    Análises de “Seis Mulheres para o Assassino”
    Créditos americanos de “Seis Mulheres”
    Trailers
    Documentário sobre “Tenebre”
    Sergio Martino no Festival de Veneza





    Vídeo: 1.85:1 anamórfico, 2.35:1 anamórfico
    Áudio: italiano Dolby Digital 2.0 (italiano e inglês Dolby Digital 2.0 para “Tenebre”)
    Legendas: português



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