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    CINEMA FAROESTE - PELA VERSÁTIL

    Mais uma incrível e representativa reunião de filmes feita por Fernando Brito, pela Versátil. A empresa aliás, vai a todo vapor, lançando logo a seguir caixa do Lovercraft, Noir 3, Arte de Altman, Arte de Truffaut, além dos filmes nas caixas simples, além do Blu ray da obra prima "Despertar dos mortos"
    A caixas lançadas seguem, hora sendo de gênero, hora de gênios do cinema. Esta aqui, você mata a saudade de grandes faroestes.
    Eu assisti, primeiramente ao filme Paixão selvagem, e o que me impressiona é sensibilidade na escolha dos filmes, feita por Fernando, pontuando sempre estilos ou respeitando épocas e fases de cada um deles. Paixão selvagem é exatamente o faroeste clássico. Com todos os elementos possíveis de uma boa sessão bang-bang. Claro que, dado o diretor, algo sairia com seu toque genial, como a cena da chuva na abertura, linda e incomum para o gênero.
    Um espetáculo à parte, nestes boxes, são os mini posteres, que você acaba colecionando, já que toda caixa sai com vários deles. (remetendo às fichas de filmes que sai na antiga revista SET)
    E a arte das caixinhas é sempre linda e bem cuidada. Daquelas que assiste os filmes, olhando para elas simultaneamente. Dá prazer em comprar e colecionar...

    A seguir os filmes:

    “Audazes e Malditos” 

    (“Sergeant Rutledge”, 1960, 111 min.)

    De John Ford. Com Woody Strode, Jeffrey Hunter e Constance Towers.

    Braxton Rutledge (Woody Strode) é um sargento negro do exército americano que é acusado de matar um oficial superior. Como se isso não bastasse ainda é apontado também como o assassino e estuprador de uma jovem garota. Para defendê-lo é indicado como advogado de defesa o tenente Tom Cantrell (Jeffrey Hunter). Instaurada a corte marcial todos tentarão desvendar o que realmente teria acontecido. "Audazes e Malditos" é mais um belo western do consagrado diretor John Ford. Geralmente filmes de cavalaria americana sempre dão bons filmes e com Ford na direção não poderia sair outro resultado. Porém o filme se diferencia dos demais que John Ford fez sobre o exército americano. Muita coisa que vemos em sua famosa trilogia da cavalaria não se repete aqui. Em "Audazes e Malditos" temos um autêntico filme de tribunal, só que obviamente passado no velho oeste. Embora haja conflitos entre soldados e Apaches (mostrados em flashbacks) a ação propriamente dita não se desenrola no meio do deserto mas sim em depoimentos, testemunhos e evidências que são apresentadas durante a corte marcial do sargento.


    “O Homem que Luta Só”

    (“Ride Lonesome”, 1959, 73 min.)

    De Budd Boetticher. Com Randolph Scott, Karen Steele e Pernell Roberts.

    Um dos últimos filmes de Randolph Scott também é um dos melhores. Aqui ele interpreta o ex xerife e atual caçador de recompensas Ben Brigade. Ele caça o criminoso Billy John no deserto e acaba o capturando. Sua missão passa então a ser levar o bandoleiro para a cidade de Santa Cruz para que ele seja julgado e enforcado pelo homicídio que lá praticou. O problema é que no caminho ele terá que enfrentar índios hostis, outros caçadores de recompensas e o bando de Billy John, liderado agora por Jack, seu irmão (interpretado pelo famoso ator de vilões de western Lee Van Cleef). O roteiro de "O Homem Que Luta Só" pode até parecer simplista mas é um engano pois é primoroso. O personagem de Scott, um sujeito durão e de poucas palavras, não é exatamente o que parece ser. Na verdade ele nem tem tanta pressa assim em levar Billy John ao seu cadafalso. Suas reais intenções só são reveladas no clímax do filme e aí o espectador já está totalmente fisgado. Aliás vamos admitir que a cena final de "Ride Lonesome" é uma das mais belas que já vi em faroestes - Randolph Scott parado em frente a uma árvore de enforcamentos em chamas! Maravilhosa tomada!


    “Almas em Fúria”

     (“The Furies”, 1950, 109 min.)

    De Anthony Mann. Com Barbara Stanwyck, Wendell Corey e Walter Huston.

    “The Furies” é o nome do rancho, criado com suor e garra, por T.C. Jeffords. Mas o império parece estar em queda. Jeffords está carregado de dívidas, os credores perseguem-no, é atraiçoado por quem o quer ajudar e tem problemas, desde há muito tempo, com uns mexicanos que lhe ocupam parte do território. Como se fosse pouco, a filha Vance começa a querer tomar decisões sobre o futuro do rancho.
    Richas do passado, ódios enraizados, amores clandestinos e tensões familiares causados por mais interesses financeiros do que sentimentos, serão a pólvora necessária para que tudo se resolva à lei da bala.
    O western é, regra geral, um género de, com e para homens.Mas, por vezes, as mulheres tomam conta das rédeas (“Johnny Guitar”, “Rancho Notorious”). Mas não pode ser qualquer uma (Joan Crawford e Marlene Dietrich conseguiram tal façanha). Barbara Stanwyck é uma delas.



    “Comando Negro” 

    (“Dark Command”, 1940, 94 min.)

    De Raoul Walsh. Com John Wayne, Claire Trevor e Roy Rogers.

    “The Dark Command” teve seu título traduzido literalmente no Brasil, sendo exibido como “Comando Negro”. Conta o filme uma história com o personagem William Cantrell inspirada em William Clarke Quantrill o lendário confederado que se tornou guerrilheiro saqueador. Cantrell (Walter Pidgeon) é professor na cidade de Lawrence, no Kansas e tem dois objetivos: casar-se com Mary McCloud (Claire Trevor) e ser eleito Marshal da cidade. 
     Filmado em preto e branco e com apenas 94 minutos de duração, a primeira meia hora de “Comando Negro” lembra uma daquelas primorosas comédias dirigidas por Frank Capra, George Cukor ou Howard Hawks nos anos 30 e 40. Diálogos rápidos e sarcásticos, por vezes corrosivos mesmo, e um romance entre o par central (Wayne e Trevor) que tanto diverte quanto enternece. Após o início saboroso a história se torna dramática e repleta de ação, não faltando sequer uma queda de carroça, com pessoas e cavalos, despencando de considerável altura num rio (quem pensou em Yakima Canutt acertou). Lançado no mesmo ano de “A Estrada de Santa Fé” (Santa Fé Trail), western de Michael Curtiz e tratando de tema semelhante, a diferença maior entre os dois filmes é justamente a esplêndida e movimentada direção de Walsh. Ainda que Quantrill (Cantrell) seja mostrado como um homem infame e desprezível, o filme de Walsh é condescendente com a causa sulista pois o herói Bob Seton é um texano escrupuloso e destemido. Ao final, quando William Shakespeare é citado, o orgulhoso e ignorante texano Seton diz que “ele (Shakespeare) deve ter vindo do Texas”, um dos exemplos do roteiro hilariante quando das falas do personagem Doc Grunch (‘Gabby’ Hayes).

    “Paixão Selvagem”

    (“Canyon Passage”, 1946, 92 min.)

    De Jacques Tourneur. Com Dana Andrews, Susan Hayward e Brian Donlevy.

    Comentei um pouco sobre o filme acima. O filme é sobre Logan Stewart, proprietário principal mercadoria do armazém Jacksonville é um senhor negócio próspero certamente queremos viver em paz. No entanto, você não pode evitar se envolver em problemas: primeiro, procura um valentão para assim matá-lo por outro, tentando proteger um parceiro que também é um banqueiro e jogador e os vizinhos querem linchar. Finalmente, um ataque de índios trágico deixa completamente arruinada. 

    O diretor francês Jacques Tourneur (1904-1977) foi um dos muitos europeus que foram para os Estados Unidos fugindo do nazismo; trabalhou nos Estados Unidos a partir de 1939, e em 1942 fez Sangue de Pantera/Cat People, o original, que décadas mais tarde foi refeito com Nastassja Kinski.


    “Reinado do Terror” 

    (“Terror in a Texas Town”, 1958, 81 min.)

    De Joseph H. Lewis. Com Sterling Hayden, Sebastian Cabot e Carol Kelly.

    Prairie City, no Texas, é uma pequena cidade que tem um "dono", Ed McNeil (Sebastian Cabot). Com a ajuda de pistoleiros, comandados por Johnny Crale (Nedrick Young), McNeil aterroriza a população e os força a vender suas terras, pois sabe que há uma quantidade enorme de petróleo na região. O proprietário Sven Hansen (Ted Stanhope), um sueco que pescara baleias no passado, é assassinado por Johnny, pois não quis vender suas terras. Logo depois George Hansen (Sterling Hayden), o filho de Sven, chega no lugarejo e, vendo que o xerife (Tyler McVey) era corrupto, vê como única alternativa agir por conta própria.
    Conhecido por ser o "filme do arpão".


    Marcus V.R.Pacheco
    Cinéfilo, colecionador e ocupado vendo filme


    DADOS TÉCNICOS DOS DISCOS


    CINEMA FAROESTE




    Disco 1
    Audazes e Malditos
    O Homem que Luta Só

    Disco 2
    Almas em Fúria
    Comando Negro

    Disco 3
    Paixão Selvagem
    Reinado do Terror

    Extras:
    Depoimento de Martin Scorsese sobre “O Homem que Luta Só”
    Entrevista de Anthony Mann
    Depoimento de Jacques Tourneur
    Trailers


    Todos em aspecto de tela widescreen anamórfico 1.85:1, com trilhas de áudio em italiano e inglês (ambas Dolby Digital 2.0) e legendas em português.


    As edições foram lançadas em  6 de maio de 2015.

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    1 comentários:

    1. Ótima notícia, Marcus! Vou já garantir os meus. Obrigado pela dica! Abraços.

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