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    PIRANHA NO CINEMA



    Adoro Piranhas por 4 motivos muito básicos: 4 Filmes

    O primeiro filme foi uma das poucas cópias de Tubarão (1975) que realmente funcionam.

    O segundo é um dos filmes mais toscos, ridículos e curiosos do cinema.

    A refilmagem do primeiro é uma genial e bem feita homenagem aos filmes "B"

    E a continuação, é um dos piores filmes dos últimos anos, mais politicamente incorretos e um dos piores resultados de um filme 3D do cinema.
    Ou seja os 4 marcaram positiva e negativamente...
    E como eu disse...adoro Piranhas...
    Aja o que ajar (trocadilho básico)

    PIRANHA (1978)

    FICHA TÉCNICA

    Gênero: Ação
    Direção: Joe Dante
    Elenco: Bradford Dillman, Heather Menzies, Keenan Wynn, Kevin McCarthy
    Duração: 94 min.
    Ano: 1978
    País: Estados Unidos

    SINOPSE

    Um cardume de piranhas escapa de um laboratório de pesquisas científicas do exército americano e acaba num rio e num lago infestado de veranistas e crianças em férias. Agora, com a chegada de um festival aquático, uma cientista, um policial e um homem sem nada a perder, começam uma corrida contra o tempo para impedir que elas espalhem mais morte e horror e aumentem o banho de sangue. Piranha , produzido pelo lendário Roger Corman, revelou para o mundo o talento do diretor Joe Dante em mexer com os nervos das plateias e desde sua estreia foi considerado um clássico instantâneo dos filmes de terror e suspense.

    DISCUSSÃO

    Marcando a união entre dois grandes nomes do cinema fantástico americano, o lendário produtor Roger Corman (que segundo o site americano IMDB produziu  410 filmes) e o diretor Joe Dante (que no futuro realizaria Gremlins, Grito de Horror e Viagem Insólita), Piranha segue à risca todas as regras da cartilha dos filmes B sobre animais geneticamente modificados: orçamento minúsculo, roteiro absurdo, elenco pouco inspirado, efeitos toscos, sangue, produtos químicos e muito oportunismo. 

    Na verdade, Piranha é uma espécie de refilmagem barata e não-autorizada de Tubarão, de Steven Spielberg - que  curiosamente não processou ninguém por plágio, muito pelo contrário, declarou publicamente que entre todas as cópias de Tubarão que viu, a versão de Joe Dante era a que mais tinha gostado. Alguns anos depois Spielberg e Dante estariam juntos em um dos filmes mais divertidos da década de 80: Gremlins (1984).

    Foi “necessário” uma dupla de roteiristas geniais, os americanos Richard Robinson e John Sayles, para reescrever e “aprimorar” o roteiro de Tubarão, substituindo o tubarão pela piranha e a água salgada pela doce. Mas independente de qualquer ironia e de qualquer oportunismo, Piranha saiu-se muito bem nas bilheterias, tornando-se um pequeno clássico do gênero, rendendo ainda continuação direta ainda mais nonsense, dirigida por ninguém menos que James Cameron, onde as piranhas além de extremamente inteligentes ainda voavam. Em 1995, o próprio Corman investiria numa refilmagem caça-níquéis para a TV americana. Em 2009 o francês Alexandre Aja (Alta Tensão) dirigiu um novo remake, que também ganhou uma continuação em 2012; tudo isso sem contar algumas imitações bizarras como Mega Piranha (2010) e Piranhaconda (2012).

    Piranha (o “original”) tem início quando dois mochileiros invadem uma estação de pesquisas supostamente abandonada. Dentro das instalações, o casal tem a incrível ideia de nadar sem roupas em um dos tanques – na verdade um criadouro de peixe carnívoros. Tempos depois, Maggie McNamara, uma detetive particular, inicia uma busca na região atrás dos jovens desaparecidos. Com a ajuda de Paul Grogan, um morador local, ela chega até o centro de pesquisas, onde encontra um colar e uma mochila que indicam que os jovens passaram por ali. A detetive desconfia que o casal possa ter se afogado num grande tanque de água localizado na entrada da estação. A principio, parece ser uma boa ideia esvaziar o tanque para verificar se os corpos estão no fundo. Mas o que eles não imaginavam é que estavam libertando um enorme cardume de piranhas no rio que corta toda a região.
    Resta a detetive McNamara e Grogan avisar as autoridades e impedir o pior: que o cardume de piranhas assassinas escape para o mar (sim, estas piranhas sobrevivem em água salgada). Contudo, não são os peixes os únicos problemas enfrentados pelos detetives, que precisarão encarar a polícia, o exército e um inescrupuloso empresário, dono de um parque aquático recém inaugurado.

    No elenco, destacam-se as rápidas participações dos veteranos Kevin McCarthy (Invasores de Corpos, 1978) e Barbara Steele (de A Máscara de Satã e Calafrios). O casal principal, formado por Bradford Dillman e Heather Menzies não demonstra muita química - porém nada que comprometa, principalmente no contexto trash da produção.

    Um grande mérito de Piranha foi ter revelado alguns grandes talentos. Além do diretor Joe Dante, o então novato técnico em efeitos especiais Rob Bottin assumia a responsabilidade de dar vida as pequenas assassinas submarinas. Bottin trabalharia no futuro em produções de peso como Enigma do Outro Mundo e Robocop. Em Piranha, devido as limitações do orçamento, os efeitos são discretos; ou seja, raramente vemos os pequenos monstros. Já a trilha sonora, composta pelo italiano Pino Donaggio (de Carrie – A Estranha e Grito de Horror) é apenas uma variação inferior ao tema composto por John Williams para Tubarão.

    Enfim, todas as deficiências são relevadas quando encaramos Piranha como um legítimo e eficiente filme B, rodado em apenas 3 semanas, com um orçamento de 800 mil dólares. Nesta perspectiva, o longa que projetou Joe Dante ganha a dimensão de clássico do gênero, simpático, bem humorado e divertido.



    PIRANHA 2 - ASSASSINAS VOADORAS (1981)

    FICHA TÉCNICA

    Gênero: Terror
    Direção: James Cameron
    Elenco: Lance Henriksen, Leslie Graves, Steve Marachuck, Ted Richert, Tricia O'Neil
    Duração: 92 min.
    Ano: 1981
    País: Estados Unidos

    SINOPSE 

    Descendência mutante das piranhas anteriores, com sua habitual fome de extermínio, só que agora é uma ameaça maior por capacidade de voar.

    DISCUSSÃO

    O filme merecia um capítulo só para ele: Piranhas voando, no anos 80 e dirigidas por James Cameron? Como assim? No Filmes para doidos


    PIRANHA (1995)

    FICHA TÉCNICA

    Gênero: Terror
    Direção: Scott Levy
    Elenco: Alexandra Paul, Darleen Carr, James Karen, Monte Markham, Soleil Moon Frye, William Katt
    Duração: 90 min.
    Ano: 1995
    País: Estados Unidos

    SINOPSE

    Experiência genética causa mutação em piranhas que, devido a uma falha, chegam a um rio próximo de uma comunidade e esta sofre as conseqüências.

    DISCUSSÃO

    Este é o filho bastardo. Citado para lembrar, mas desconsiderado. Roger Corman produz este filme que ninguém viu, ninguém sabe que existe, e ninguém quer ver. Vou deixar assim...



    PIRANHA (2010)

    FICHA TÉCNICA

    Direção: Alexandre Aja
    Roteiro: Josh Stolberg, Pete Goldfinger
    Elenco: Adam Scott, Ashlynn Brooke, Bo Jacober, Bonnie Morgan, Brian Kubach, Brooklynn Proulx, Carmen Prisco, Cavin Gray Schneider, Christopher Lloyd, Christopher Vejnoska, Cody Longo, Devra Korwin, Dina Meyer, Donald Fisher, Eli Roth, Elisabeth Shue, Franck Khalfoun, Genevieve Alexandra, Gianna Michaels, Gregory Nicotero, Heather Arthur, Jason Spisak,

    SINOPSE

    Anualmente, a população pacata em torno do Lago Victoria recebe visitantes ávidos por diversão e muito sol. Mas um tremor sob a superfície do lago liberta dezenas de ameaçadoras piranhas pré-históricas e o xerife local tenta fazer de tudo para detê-las. 

    DISCUSSÃO

    Suor, sexo, sangue, essas são as palavras-chave do longa “Piranha 3D” que,  embora prometa muito terror e sangue, não escapa da comédia devido a  algumas situações no mínimo toscas ou mal elaboradas. Um grupo decide passar o feriado a beira de um lago. A curtição era total até um terremoto surgir e liberar um grande número de piranhas que, por sua vez, vão transformar todo mundo que estiver a sua frente em comida. Resta a policial Julie Forester a difícil missão de controlar aquela situação um tanto que inusitada.

    A direção é do francês Alexander Aja, de “Viagem Maldita”, que também tem participação no roteiro com quem dividiu o trabalho com Grégory Levasseur. O script, assim como quase tudo no filme, é totalmente dispensável. Na verdade, ele serve de pretexto para a situação clímax do longa responsável pelo principal mote do filme, as mortes. O diretor consegue pelo menos transformar o longa em um verdadeiro show com direito a cenas de ação metricamente ensaiadas, cenas de marketing promocional puro e principalmente sequências de morte que no 3D causam um efeito interessante.

    O que mais agrada no longa é o clima descomprometido e isso interessa por justamente não criar uma expectativa falsa no público. Tudo bem que há toda uma tentativa em transformar o filme em um “hit” de ação-terror, mas isso não acontece muito bem devido a falta e credibilidade da história com ela própria que não consegue se definir. É um festival de curtição, gente bonita e inconsequente, em um perfeito cenário para o espetáculo. A fotografia é regada de cores alegres e fortes, contribuindo com o clima jovem.

    Acrescentemos a tudo isso um grande número de personagens contratados apenas para servirem de comida das piranhas. A protagonista do longa é a policial Julie Forester, interpretada pela americana Elisabeth Shue, de “Amigo Oculto”. Ela é quem tenta fazer o espectador acreditar no absurdo que é aquela história , mas não consegue devido ao fato de que o público sabe o que ele quer ver e acreditar e, aqui, o que todo mundo quer ver são as mortes causadas pelas piranhas assassinas. Destaque também para a participação de Christopher Lloyd, um tanto discreto como um cientista.

    E se tudo está no clima de curtição, a trilha sonora não é diferente. Repleta de batidas bem conhecida pelos jovens, ela contribui ainda mais para o clima proposto. O grande problema é que isso não sai do clichê na medida em que se pode observar que em toda cena em que a galera se diverte ao som de músicas dançantes o final tem sangue no meio. Analisando dessa forma, o filme é um grande clichê do terror, mas ele não o cria o seu principal objetivo. Situação semelhante ao ocorrido no filme “Malditas Aranhas” que, assim como esse, não funcionou. Quanto ao 3D do filme, pode-se dizer que ele é eficiente por contribuir para uma válida sensação em que o espectador está perto a matança no filme. James Cameron, de “Avatar”, andou falando mal da forma como a tecnologia foi utilizada nesta obra. O que ele tem que entender é que o 3D tem que ser, nos tempos de falta de originalidade, oportuno e original, correndo o risco de não conseguir o efeito almejado. É nesse ponto que tal recurso, aqui, é bastante válido. Cada cena de morte na obra é única, para o bem ou para o mal.




    PIRANHA 2 (2012)

    FICHA TÉCNICA

    Gênero: Suspense
    Direção: John Gulager
    Roteiro: Marcus Dunstan, Patrick Melton
    Elenco: Adrian Martinez, Alisa Harris, Allison Mack, Beth Gosnell, Beth Powder, Chris Zylka, Christopher Lloyd, Clu Gulager, Cody Kennedy, Danielle Panabaker, David Hasselhoff, David Koechner, David Schifter, Elise Neal, Gary Busey, Jacqueline MacInnes Wood, Jean-Luc Bilodeau, Jenna Hurt, Joe Montanti, Kathy Sue Holtorf, Katie Garner, Katrina Bowden, 

    SINOPSE

    Após os acontecimentos no Lago Victoria, uma espécie de piranha extinta há milhões de anos é despertada por um acidente geológico. Depois de atacarem o lago de um pacata cidade do interior, que estava cheia de jovens durante um feriado, as vorazes criaturas pré-históricas invadem um parque aquático, lotado de pessoas desavisadas, no meio de uma temporada de verão.

    DISCUSSÃO

    Para começar, o filme chama Piranha 3DD !!! Como assim? O som é THXX? Inesplicável.  Mas o bacana, é que o filme, com orçamento aproximado de 20 milhões, rendeu nos EUA $376,512 !!!!
    8 milhões no resto do mundo para tentar ajudar... Deu ruim !!!
    No Boxofficemojo, ele ocupa a posição 210 entre os 230 filmes 3 D lançados (sendo que uns 15 filmes não apresentam dados, o que o coloca entre os últimos).
    Fora a ideia descabida de trazer Ving Rhames, que morreu no primeiro filme, de volta.
    Para ser ter uma ideia, o primeiro filme, que também custo em torno de 20 milhões, rendeu 80.
    Aliás, o último filme mencionado com  dado é o Drácula, de Dario Argento que rendeu 8 mil dólares.



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    1 comentários:

    1. Marcus li a crítica de Piranha !!! Finalmente alguém lembrou do Grande Joe Dante !!! Nunca tinha visto a capa do VHS americano. A Warner nem lançou essa peróla no Brasil. Como cinéfilo brasileiro sofre. Vou ler a critica de Jules Dassin. Grato...

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