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    quarta-feira, 29 de abril de 2015

    KINGSMAN SERVIÇO SECRETO (2014) - ANÁLISE CRÍTICA


    FICHA TÉCNICA

    Inglaterra, 14. 129 min. Direção de Matthew Vaughan. Com Colin Firth, Taron Egerton, Samuel L. Jackson, Mark Strong, Jack Davenport, Mark Hamill, Sofia Boutella, Michael Caine.


    SINOPSE

    Adaptação da série de quadrinhos criada por Mark Millar e Dave Gibbons, o longa segue um Eggsy (Taron Egerton), um jovem rebelde de Londres, que é recrutado para entrar em uma organização secreta de espionagem. A partir daí, ele é convocado para uma seleção e terá como tutor o agente veterano, Galahad (Colin Firth), que quer solucionar o mistério do assassinato de um antigo colega.


    O QUE EU VI DO QUE EU VI

    Fazia tempo que eu não me entusiasmava por um filme, ainda mais depois de assisti-lo na tela do Imax, tanto quanto com Kingsman: Serviço Secreto, para mim o melhor filme de aventura do ano até agora e que está muito perto de uma obra-prima (publiquei antes uma pequena introdução por não ter visto o filme em condições adequadas). Se nos EUA o filme está indo bem de bilheteria (está chegando aos 100 milhões e tem mais 150 milhões de renda no exterior) parece que por aqui não chamou a devida atenção nem atingiu ainda seu público alvo. 

    Ainda há tempo para descobrir esta declaração de amor a série James Bond,o filme é repleto de cenas citando James Bond, em conversas entre o super vilão, Samuel L. Jackson, como Valentine e o herói chamado Galahad ou Harry Hart, que fazem o louvor aos antigos vilões de 007 e repudiavam os diálogos forçados em que eles confessavam como agiram daquele jeito. Inclusive conclui rejeitando isso, o vilão se explica durante o filme e não na conclusão como é o clichê. Alias há outras citações de filmes uma delas muito divertida de My Fair Lady.

    Acho que a qualidade e o humor e a espetacular ousadia técnica do filme são as cenas de luta em alta velocidade são originais e muito violentas, mas feitas de tal maneira que é suportável e irônica, viram todos feras humanas, o que no fundo somos todos nos nossos piores momentos! Não há dúvida que o filme é uma obra pessoal de um diretor muito promissor, que foi produtor de Guy Ritchie, e que tem brigado com estúdios ao não aceitar interferências de executivos mal informados. 

    Baseado em um comic book, na verdade reflete a liberdade que teve o diretor Matthew Vaughn, que é de família rica e tradicional e isso explica porque o elogio a educação, as boas maneiras, os bons ternos, a elegância britânica, e principalmente aos bons modos mesmo quando mortais! 

    Ele também dedica o filme a sua mãe recém falecida dizendo que ela sempre lhe ensinou a ser melhor do que já era, a se superar. E realmente ele fez isso neste filme.

    Pouca gente esta fazendo justiça ao Jackson, que sempre esta competente e por isso nunca é bem reconhecido. Mas ele criou um personagem, desde um modo diferente de falar e pronunciar, até suas roupas informais e a limpidez de seu pensamento. Como muita gente (Valentine é milionaríssimo) ele tentou ajudar os governos e os mandantes a darem um jeito no planeta que esta sendo destruído, mas não demorou muito para descobrir que não adianta, porque eles são corruptos e só pensam em ficar ricos e tirar vantagens. Cansado disso, ele resolveu agir de outra forma. 

    Diz que o planeta age diante do ser humano que é uma espécie de vírus que esta destruindo a Terra e portanto está reagindo para destruir justamente o invasor /destruidor. 

    E ele resolveu adiantar o processo elaborando um enorme processo envolvendo satélites, esconderijos nas montanhas geladas, milionários que sofreram lavagem cerebral, ou seja, toda a mitologia Bond. Mas a favor do ser humano que é o pior cego, aquele que não quer ver.

    Mas o fio central da história é a morte de um agente do Serviço Secreto britânico e um outro que lhe salvou a vida, Galahad fica de olho em seu único filho, que acabou sendo criado erroneamente pela mãe (amante de bêbado vigarista e chefe de gang), mas que agora ele procura salvar e iniciar no Serviço. 

    Ele se chama Gary Egsy e é interpretado por um jovem galês muito talentoso chamado Taron Egerton (começou como ator infantil e não tem nada ainda importante a seu crédito, mas surpreende com seu crescimento em cena, principalmente nas cenas com a princesa sueca). 

    Rebelde e malcriado, ele é colocado num grupo que está sendo testado como possíveis futuros agentes, passando por testes bem interessantes (o quarto deles se enche de água, tem que pular de avião sem a certeza de terem paraquedas, bom humor com um cão que tem que escolher e assim por diante). 

    O filme se sustenta sempre com a ajuda de Colin Firth, que emagreceu muito para o personagem e está extremamente convincente. E muito bem cercado em particular pelo careca e onipresente Mark Strong, como Merlin, o segundo em comando.

    O clímax na meia hora final é ainda mais formidável, porque depois de reconhecer a estúpida fúria humana numa luta numa Igreja radical, vai para os domínios de Valentine, que espalha a violência em todo o mundo, inclusive nas praias do Rio de Janeiro (ainda que filmada em Sidney, Austrália!) e nos campos de futebol, terá um momento de puro êxtase quando milhares de bombinhas atômicas florescem como cogumelos em flor ao som de musica marcial (um detalhe importante, a trilha musical de Henry Jackman, de Big Hero e Capitão America 2, e Matthew Margeson, de Kick Ass 1 e 2 do mesmo diretor) é intermitente e incansável, muito alta e por isso ainda mais impressionante). Como disse raramente saio tão impressionado como desta vez e com facilidade assistirei o filme outra vez. Mais cedo ou mais tarde será descoberto como obra-prima.

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