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    MÃO DA MÚMIA / A TUMBA DA MÚMIA / FANTASMA DA MÚMIA / MALDIÇÃO DA MÚMIA (DOWNLOADS E CRÍTICAS)


    REBOBINANDO CLÁSSICOS de hoje traz quatro clássicos de horror.

    Os quatro filmes são uma série de filmes de Múmia da década de 40.
    Não é o foco do site, mas os 4 filmes estão com os links para downloads

    DE 4 - FILMES DE MÚMIA
    Continuando...clássicos...críticas...downloads...


    The Mummy’s Hand

    1940 / P&B / EUA / 67 min / Direção: Christy Cabanne / Roteiro: Griffin Jay, Maxwell Shane / Produção: Ben Pivar / Elenco: Dick Foran, Peggy Moran, Wallace Ford, Eduardo Cianelli, George Zucco, Tom Tyler

    Oito anos depois do lançamento de A Múmia, a Universal, que continuava insistindo nas sequências dos filmes de seus monstros, resolve trazer o sacerdote egípcio enfaixado novamente às teles em A Mão da Múmia.

    Sem o charme do original, sem Karloff no elenco, sem o interesse pela tal maldição da múmia que rondava os jornais em 1932 e principalmente, com a visível decadência e queda de público dos filmes de terror, se comparados a Era de Ouro dos filmes da Universal, A Mão da Múmia se mostra um verdadeiro erro. Talvez a única vantagem que tenha com relação ao seu predecessor, é que aqui realmente o monstro aparece em carne decomposta, osso e ataduras, saindo pelo Egito à fora estrangulando pessoas, ao contrário de apenas um vislumbre, como ocorre logo no comecinho do filme com Karloff.

    A velha história aqui se repete. A princesa Ananka, filha de um faraó figurão tem um caso com o sacerdote Kharis. Quanto a garota morre no limiar da sua juventude e beleza, Kharis tenta usar um encantamento profano para ressuscitá-la, e acaba sendo pego com a boca na botija, mumificado e enterrado vivo. 

    Três mil anos depois, ele volta à vida através de uma espécie de poção mágica feita com nove folhas de uma planta, preparada por um sacerdote que quer impedir um grupo em expedição, chefiado pelo arqueólogo Steve Banning e seu braço direito, Babe Jenson (uma espécie de clone do Joe Pesci), de encontrar o verdadeiro túmulo onde Ananka está enterrada.

    E segue muito climinha de aventura, e umas palhaçadas feitas pelo clone do Joe Pesci junto com o Grande Solvani, um mágico que eles encontram em um bar no Cairo, que vai dar seus últimos trocados para financiar a expedição e ir junto com eles, em troca de uma porcentagem da fortuna encontrada. Sabe, completamente desnecessário. E aí os dois ficam praticando truques da mágica, enquanto a filha do mágico, mais esperta, vai dar em cima de Banning. Chegou até a lembrar um pouco o clima pastelão da refilmagem de A Múmia e a sinergia entre os personagens de Brendan Fraser, Rachel Weisz e John Hannah. Enfim…

    O que realmente é interessante em A Mão da Múmia é a criatura em si. Claro, obra do mestre Jack Pierce, mesmo que não creditado. Porque sei lá, é meio frustrante no filme original você não ver o monstro, apenas Karloff em sua forma humana de sacerdote. Aqui pelo menos em seus passos lentos, arrastando ataduras pelo chão, a múmia de Kharis é vista em close, mata seus oponentes sem dó nem piedade com sua força descomunal e até rapta a mocinha para um sacrifício final. 

    DOWNLOAD DO FILME COM LEGENDA AQUI

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    The Mummy’s Tomb

    1942 / EUA / P&B / 60 min / Direção: Harold Young / Roteiro: Griffin Jay, Henry Sucher / Produção: Ben Pivar / Elenco: Dick Foran, John Hubbard, Elyse Knox, George Zucco, Wallace Ford, Thurah Bey, Lon Chaney Jr.
    A criatura egípcia enfaixada de 3.000 anos de idade está de volta em A Tumba da Múmia. Mais uma das intermináveis sequências que a Universal criou para seus monstros queridos. E aqui já temos a certeza absoluta que não existiam mais histórias para contar, somente repetindo as mesmas fórmulas e argumentos, só que em situações diferentes, e que Lon Chaney Jr. estava destinado a seguir os passos do pai de verdade e se tornar um novo Homem das Mil Faces.

    Isso porque nessa altura do campeonato, Chaney já havia feito o papel principal em O Lobisomem, vivido o monstro de Frankenstein em O Fantasma de Frankenstein e aqui se enrola nas ataduras e interpreta Kharis (que também já foi vivido por Tom Tyler em A Mão da Múmia), a múmia que outrora foi um sacerdote apaixonado pela princesa Ananka. Vale sempre lembrar que a partir de A Mão da Múmia, somos apresentados a um personagem novo, e não Imhotep, a múmia vivida por Karloff no original A Múmia de 1932.

    A Tumba da Múmia retoma a trama do filme anterior. Retoma até demais, pois os primeiros 12 minutos do filme são perdidos mostrando exatamente o que aconteceu em A Mão da Múmia. O arqueólogo Stephen Banning, que descobriu o túmulo da princesa Ananka em uma expedição no Egito há 30 anos, está contando a história de sua aventura para seu filho, nora e irmã. 

    Isso para logo descobrirmos que a obscura seita dos Sacerdotes de Karnak (ou Arkan, dependendo do filme) não foi destruída, assim como a múmia de Kharis, que seria levada por um sacerdote recém-empossado para os EUA, e por meio da poção criada por meio das nove folhas de Tana, se vingaria de todos da família Banning e dos demais envolvidos na remoção do túmulo de Ananka para a América.
    Então a múmia ataca os Estados Unidos, pela primeira vez. Em sua rota de vingança, Kharis acaba por matar Stephen Banning, sua irmã e Babe Hanson, o ajudante de Banning que também esteve presente na expedição original (aquele clone do Joe Pesci lembram-se?). Nessa conta, a próxima vítima é o filho de Stephen, John Banning, médico cético que se recusa a acreditar que uma múmia do antigo Egito está praticando os assassinatos.

    Como se não bastasse esse revertério todo, o tal sacerdote, Mehemet Bey, que está conduzindo Kharis em sua vingança, se apaixona pela noiva de John, Isabel Evans, e resolve usar a múmia para sequestrá-la e dar-lhe também a poção com as folhas de tana, para que os dois possam viver para sempre como sacerdotes supremos. Seus planos são interrompidos quando John e uma turba enfurecida com tochas e forcados (solução da Universal para tudo, como já vimos anteriormente nos filmes do monstro de Frankenstein ou do lobisomem) resolve acabar de uma vez por todas com a múmia e a matança.

    Na verdade, A Tumba da Múmia é melhor do que A Mão da Múmia. Trazer o monstro para os EUA foi uma decisão acertada, já que não havia mais o que explorar em sua estada nas areias do Cairo. Senão haveria o quê? Outra expedição, com outros arqueólogos, uma nova donzela em perigo? E além do mais, eles souberam utilizar bem o subterfúgio da tal “maldição da múmia”, já que todos os envolvidos na descoberta do túmulo da princesa Ananka foram sendo assassinados. Mas nada que se diga: “Nossa, mas que filme de terror”!

    Outro detalhe interessante é que em determinado momento do longa, o Dr. Banning é recrutado para servir na guerra como médico, e fica super feliz com aquilo, assim como sua noiva, dizendo que era algo que sempre queria. Propaganda ideológica militar escancarada, algo muito bem utilizado pelo cinema americano durante aqueles anos da Segunda Guerra Mundial. E após os créditos, aparece uma mensagem para se comprar selos e cartões ao final da sessão de cinema, no intuito de ajudar a financiar os soldados americanos lutando em solo europeu.

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    The Mummy’s Ghost

    1944 / EUA / P&B / 61 min / Direção: Reginald Le Borg / Roteiro: Griffin Jay, Henry Sucher, Brenda Weisberg / Produção: Ben Pivar / Elenco: Lon Chaney Jr., John Carradine, Robert Lowery, Ramsay Ames, Barton MacLane, George Zucco

    Não tem mais para onde essa saga de Kharis e a princesa Ananka desenvolver, mas parece que a Universal não se deu conta disso. E que o estúdio outrora inovador estava pegando todo o brilho de seus monstros e jogando no ralo, saturando a plateia até dar no saco. E O Fantasma da Múmia é mais do mesmo.

    Querem que eu resuma o filme em um parágrafo? A sociedade secreta e o alto sacerdote de Arkan, Prof. Andoheb (vivido por Geroge Zucco nos outros dois filmes anteriores dessa segunda mitologia da múmia) mais uma vez nomeia outro sacerdote (Yousef Bey, dessa vez, interpretado por John Carradine, figurinha carimbada do cinema de terror), que vai para os EUA, para recuperar o corpo da princesa Ananka e traz mais uma vez a múmia de Kharis à vida com a poção preparada com as nove folhas de tana. A múmia sai se arrastando com suas ataduras por aí e estrangulando a galera de uma universidade. Fim.

    É isso. Praticamente a mesma trama de A Tumba da Múmia, misturada com A Mão da Múmia e com toques de A Múmia. Ainda há tempo no roteiro para Amina Mansouri, uma garota egípcia que na verdade é a encarnação de Ananka, raptada pelo sacerdote para um ritual milenar, a fim de trazer de volta a princesa à vida. Mas a coisa está tão feia, que Yousef Bey resolve furar os olhos da múmia e quer a princesa para ele. 

    Vê se pode uma coisa dessas? Kharis está há três mil anos nessa vidinha miserável, mumificado, enrolado em gaze, por causa de Ananka, é trazido à vida para ser pau mandando de um bando de egípcios loucos de uma sociedade secreta e nunca mais conseguiu ficar com sua amada, para chegar um sacerdote e ainda querer roubar a encarnação da princesa dele?

    Claro que a múmia fica emputecida e vai partir para o pau com o Yousef Bey. Chega a ser engraçado o ataque de ciúmes da múmia quando descobre o plano talarico do sacerdote. Mas vale sempre salientar que essa ideia de uma descendente da princesa ser usada em um sacrifício para trazer a tetra-avó de volta a vida foi o mesmo utilizado em A Múmia original, de 1932, com Boris Karloff fazendo o papel de Imhotep, que queria trazer à vida seu amor milenar, a princesa Ankh-es-em-amon.

    O personagem de George Zucco já está gagá nesse filme, tremendo, enquanto faz de novo o discurso e juramento que já fez pros outros sacerdotes patetas que não conseguiram levar seu plano adiante (mas ele ainda insiste). E mais uma vez Chaney vive a múmia esfarrapada, sem acrescentar absolutamente nada mais ao personagem (afinal que complexidade artística existe em uma múmia mofada?) e principalmente ao seu currículo como ator. Maquiagem de Jack Pierce incrível mais uma vez, diga-se de passagem. E se você pensa que a maldição do sarcófago chegou ao fim, esteja pronto para mais um filme lançado no mesmo ano, A Maldição da Múmia.

    DOWNLOAD DO FILME COM LEGENDA AQUI

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    The Mummy’s Curse

    1944 / EUA / P&B / 62 min / Direção: Leslie Goodwins / Roteiro: Bernard Schubert, Leon Abrams e Dwight V. Babcock (história original) / Produção: Oliver Drake (Produtor Associado), Ben Pivar (Produtor Executivo) / Elenco: Lon Chaney Jr., Peter Coe, Virgina Christine, Kay Harding, Dennis Moore, Martin Kosleck

    “Véi”, na boa, quem aguenta dois filmes da múmia lançados no mesmo ano? 1944 foi o ano da criatura egípcia enfaixada da Universal. Lon Chaney Jr. vestiu suas ataduras aqui em A Maldição da Múmia, lançado em dezembro e O Fantasma da Múmia, lançado em julho.

    Bom, passando 25 anos depois do filme anterior, A Maldição da Múmia retoma a velha e saturada história de Kharis e da princesa Ananka, mais uma vez contada nos mínimos detalhes em flashbacks aqui nessa fita. Só que dessa vez a trama se passa nos pântanos da Louisiana. Afinal, no último longa, Kharis conseguiu resgatar o corpo da sua amada milenar, e acuado pela população, acabou entrando no pântano, levando sua alma e da princesa para o descanso eterno.

    Ledo engano. Mais uma vez um pentelho de um egípcio alto sacerdote da ordem de Arkahn, dessa vez o Dr. Ilzor Zandaab, resolve trazer a múmia de volta a vida usando a poção feita através das nove folhas de tana (que era uma árvore extinta desde o Egito Antigo, que não sei de onde eles continuam encontrando tantas dessas folhas depois de tanto tempo, mas enfim). A intenção de Zandaab, ajudado pelo seu capanga, Ragheb, é que a múmia encontre o corpo da princesa e por fim, levá-los de volta para o Egito.

    Kharis vai tocar o terror no bayou, assustando e matando estrangulados os cajuns que trabalham na drenagem do pântano, sob as ordens do Major Pat Walsh. Ainda há na trama as figuras do Dr. James Halsey, que trabalha no Museu Scripps e tem interesse em encontrar as múmias para levá-las até o museu, e Betty, secretária e sobrinha de Walsh, que acaba se transformando no par romântico do Dr. Halsey.

    Além disso, a princesa Ananka volta à vida, em uma cena simplesmente fantástica, onde ela começa a sair da terra e caminhar desorientada e devagar, como veríamos anos mais tarde em muitos dos filmes de zumbi que estamos acostumados hoje em dia. Só que Ananka em sua forma humana sofre de amnésia e não se lembra nem do Egito antigo e nem de Kharis, por quem sente apenas pavor e não mais aquele amor de outrora. Kharis a rapta, e Betty pede ajuda a Ragheb para encontrá-la. Ragheb, enfeitiçado pelo seu rabo de saia, então ajuda a moça, traindo o seu juramento para os sacerdotes de Arkahn, utilizando o seguinte argumento para se explicar a Zandaab: “mestre, eu sou de carne e osso”. Sinceridade total.

    Bom, daí blá blá blá, whiskas sachê, o Dr. Hasley confronta Zandabb, e Kharis é derrotado de uma vez por todas, enterrado nos escombros. E Ananka que tinha voltado à vida, volta a se transformar em uma múmia também, e finalmente a Universal vai dar uma paz para as criaturas que fazem mais de 3.000 anos que estão sendo aporrinhados por uma sociedade secreta egípcia que não tem mais o que fazer. E para nós também, por favor.

    Mas o mais interessante de tudo, revendo todos os filmes da franquia, é o universo paralelo maluco de tempo e espaço em que a saga da múmia está alocada na cabeça dos roteiristas, produtores e diretores da Universal. Porque, pelo amor, são muitos furos grotescos de continuidade. Saca só: A Mão da Múmia se passa em 1940. A Tumba da Múmia se passa 30 anos depois (segundo o próprio filme), então em 1970. O Fantasma da Múmia também se passa no mesmo ano. Já A Maldição da Múmia, esse aqui, se passa 25 anos depois do último filme. Então quer dizer que o ano é 1995???? Fora que no filme anterior, a ação se passa na Nova Inglaterra. Como diabos os cadáveres de Kharis e Ananka foram parar no pântano da Louisiana, mais de 2.400km de distância? Vai entender essa gente…

    DOWNLOAD DO FILME COM LEGENDA AQUI

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