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    ROBIN WILLIAMS (21/07/1951 - 11/08/2014) - BIOGRAFIA


    Robin McLaurin Williams, mais conhecido pelo público mundial e fãs como "Robin Williams", foi um famoso ator e comediante norte americano, lembrado pelos seus excelentes trabalhos para TV e Cinema, abrangendo diversos gêneros de filmes, como comédia, drama e suspense.

    Robin Williams nasceu na cidade de Chicago no estado de Illinois (EUA).
    Sua mãe chamava-se Laura Smith (1922-2001) e foi uma ex-modelo na cidade de Nova Orleães no estado de Luisiana (EUA).
    Seu pai chamava-se Robert Fitzgerald Williams (1906-1987), e foi um executivo-sênior da empresa automotora Ford, em cargo da região do Meio-Oeste dos Estados Unidos.
    Robin Williams foi descendente de ingleses, galeses e irlandeses pelo lado de seu pai, e de franceses pelo lado materno.

    Robin cresceu frequentando a Igreja Episcopal na cidade de Bloomfield Hills no estado de Michigan (EUA), embora sua mãe praticasse a Ciência Cristã, e foi nessa cidade que ele estudou na "Detroit Country Day School" e em Woodacre, condado de Marin, Califórnia, local onde frequentou uma escola pública, a Redwood High School.

    Ele também frequentou o Claremont McKenna College (então chamado de Claremont Men's College) por quatro anos.
    Robin Williams teve dois meio-irmãos: Todd (morto em 14 de agosto de 2007) e McLaurin.
    Williams se descreveu como uma criança quieta, cuja primeira imitação foi a de sua avó, feita para sua mãe.

    Não foi capaz de superar sua timidez até se envolver com o departamento de dramaturgia, durante o ensino médio.
    Em 1973, Williams foi um de vinte estudantes a serem aceitos como calouros na renomada Juilliard School, e um de apenas dois a serem aceitos por John Houseman no programa avançado daquela escola naquele ano (o outro foi Christopher Reeve).
    Em suas aulas de dialeto, Williams não teve qualquer problema em dominar rapidamente todos os dialetos lecionados.
    Deixou a Juilliard em 1976.
    Após integrar o elenco do Richard Pryor Show, na NBC, programa de televisão de curta duração do comediante Richard Pryor, Williams foi escalado por Garry Marshall no papel de Mork, na série de sucesso Happy Days.

    Como Mork, Williams improvisava boa parte de seus diálogos, e criava ágeis cenas de comédia verbal e física, falando com uma voz aguda e anasalada.
    Sua aparência se tornou tão popular com os espectadores que foi criada uma nova série, a sitcom Mork and Mindy, que durou de 1978 a 1982.

    Embora interpretasse o mesmo personagem que fazia em Happy Days, o programa se passava na atualidade da época, na cidade de Boulder, no Colorado, em vez da Milwaukee do final da década de 1950 onde se passava o seriado anterior.
    Mork foi um personagem extremamente popular, que aparecia em pôsteres, livros para colorir, lancheiras e outras mercadorias.
    A partir do fim da década de 1970 e início da década de 1980, Williams passou a atingir um público mais variado com seus espetáculos de comédia stand-up, incluindo três especiais para a HBO, Off The Wall (1978), An Evening with Robin Williams (1982) e Robin Williams: Live at the Met (1986).

    Ainda em 1986, Williams conquistou mais fama ao se apresentar na 58ª edição do Oscar.
    Seu trabalho de stand-up foi uma alavanca para sua carreira, como pode se ver pelo sucesso de seu show (e o DVD subsequente) Robin Williams: Live on Broadway (2002).
    Ele obteve em 2004 o 13º lugar na lista de "100 maiores [comediantes] stand-up de todos os tempos" do canal Comedy Central.

    Após ser encorajado por sua amiga, a também comediante Whoopi Goldberg, decidiu aceitar uma participação especial na série Star Trek: The Next Generation, em 1991, no episódio "A Matter of Time", porém teve que cancelar sua aparição devido a um conflito de calendário; Matt Frewer assumiu seu lugar no papel do professor Berlingoff Rasmussen, um viajante do tempo trapaceiro. 

    A maior parte da carreira de Robin Williams, no entanto, se deu no cinema - embora também tenha tido performances de destaque no teatro (entre as quais o papel mais célebre foi o de Estragon numa produção de Esperando Godot, com Steve Martin).

    Sua performance em Good Morning, Vietnam (Bom Dia, Vietnã), de 1987, lhe rendeu uma indicação para o Oscar de melhor ator.
    Diversos de seus papéis foram comédias com um toque de drama. 
    Seu papel como o Gênio no filme de animação Aladdin, de 1992, foi crucial para estabelecer a importância da presença de atores famosos nas dublagens de desenhos animados.
    Williams também utilizou seus talentos vocais em Fern Gully, como o holográfico Dr. Know no filme A.I. Artificial Intelligence, de 2001, na animação Robots, de 2005, no vencedor do Oscar em 2006, Happy Feet, e numa performance não-creditada em Everyone's Hero, de 2006. Também foi responsável por dublar a voz de Timekeeper, uma antiga atração do parque de diversões Walt Disney World sobre um robô que viaja no tempo, encontra Júlio Verne e o leva para o futuro.
    Em 1998 recebeu o Oscar de melhor ator coadjuvante por seu papel como um psicólogo em Good Will Hunting (Gênio Indomável).

    No início da década seguinte, no entanto, alguns críticos afirmaram que estaria sendo escalado sempre para o mesmo tipo de papel, excessivamente sentimental, em filmes como Patch Adams (Patch Adams - O Amor é Contagioso), de 1998, de Bicentennial Man (O Homem Bicentenário), de 1999.

    Williams também estrelou filmes dramáticos, pelos quais conquistou duas outras indicações ao Oscar: a primeira, por interpretar um professor de inglês em Dead Poets Society (Sociedade dos Poetas Mortos), de 1989, e a segunda pelo papel de um mendigo problemático em The Fisher King (O Pescador de Ilusões), de 1991.

    Neste mesmo ano interpretou um Peter Pan adulto no filme Hook (Hook - A volta do Capitão Gancho). 

    No suspense dramático Insomnia, de 2002, Williams interpretou um escritor/assassino fugindo de um policial de Los Angeles que sofre de insônia, interpretado por Al Pacino, na região rural do Alasca.

    Também em 2002, no suspense psicológico One Hour Photo, Williams interpretou um funcionário de uma loja de revelação de fotos com distúrbios emocionais que fica obcecado por uma família cujas fotos ele revelou.

    Em 2006 Williams estrelou The Night Listener, suspense sobre um apresentador de rádio que percebe ter desenvolvido uma amizade com uma criança que pode ou não existir. Robin Williams é conhecido por suas habilidades de improviso e por suas imitações.

    Suas apresentações caracterizam-se por um humor não-ensaiado, criado e executado de maneira frenética sobre o palco. De acordo com os comentários especiais do DVD de Aladdin, a maior parte de seus diálogos como o Gênio também teriam sido improvisados. Em gratidão por seu sucesso com o filme Good Morning, Vietnam, da Disney/Touchstone, Robin Williams dublou o personagem do Gênio no filme de animação Aladdin pelo pagamento-padrão do Screen Actors Guild (o sindicato dos atores americanos), 75.000 dólares, com a condição de que seu nome e sua imagem não fossem usados para marketing, e que seu personagem não ocuparia mais de 25% do espaço da arte feita para promover o filme, já que a animação Toys seria lançada um mês após a estréia de Aladdin.

    O estúdio, no entanto, acabou não cumprindo ambas as condições, especialmente na questão do pôster oficial do filme, no qual o Gênio ocupava mais de 25% da imagem, com outros personagens tanto principais quanto coadjuvantes retratados de maneira consideravelmente menor.

    O livro da Disney, Aladdin: The Making Of An Animated Film, publicado pela Hyperion, listou os dois personagens de Williams, "O Mascate" e "O Gênio", na frente de outros personagens principais, porém foi obrigado a referir-se a ele como "o ator contratado para interpretar o Gênio".

    Williams e a Disney tiveram um rompimento sério depois do ocorrido e, como resultado, Dan Castellaneta foi contratado para dublar o Gênio em "The Return of Jafar", a série de animação para a televisão de Aladdin, e gravou sua voz para Aladdin and the "King of Thieves".
    Quando Jeffrey Katzenberg foi despedido da Disney, e substituído pelo ex-chefe de produção da 20th Century Fox, Joe Roth (cujo último ato pela Fox foi dar o sinal verde para o filme Mrs. Doubtfire, de Williams), Roth conseguiu que a Disney se desculpasse publicamente com Williams, que por sua vez concordou em atuar em Jack, filme da Hollywood Pictures dirigido por Francis Ford Coppola, e até mesmo aceitou dublar o Gênio novamente para King Of Thieves (embora por um preço consideravelmente mais alto que o padrão), substituindo todos os diálogos já dublados por Castellaneta.

    Quando Williams se juntou novamente ao diretor de Doubtfire (Uma babá quase perfeita), Chris Columbus, para o filme Bicentennial Man (O Homem Bicentenário), de 1999, a Disney pediu que o orçamento da obra fosse cortado em aproximadamente 20 milhões de dólares. Quando o filme foi lançado no dia de Natal, foi um fracasso de bilheteria e Williams colocou a culpa no marketing feito pela Disney e pelo conteúdo perdido devido aos cortes no orçamento.

    Novamente, as relações entre o ator e a Disney estavam abaladas, e novamente Castellaneta foi chamado para substitui-lo no papel de Gênio na série de videogames Kingdom Hearts e na série de TV House of Mouse. O lançamento em DVD de Aladdin não tem qualquer participação de Williams no conteúdo extra, embora algumas de suas sessões de gravação originais possam ser vistas.

    Posteriormente Robin Williams fez as pazes com a Walt Disney Company, e, em 2009, concordou em fazer parte do 'hall da fama' da Disney, sendo designado uma Disney Legend ("Lenda da Disney").

    O primeiro casamento de Robin Williams foi com Valerie Velardi em 4 de junho de 1978, com quem teve um filho, Zachary Pym (Zak), nascido em 11 de abril de 1983.
    Durante este casamento Williams se envolveu numa relação extra-conjugal com Michelle Tish Carter, uma garçonete que ele conheceu em 1984, e que o processou em 1986 alegando ter sido infectada por ele com o vírus herpes simplex. O processo foi arquivado mediante um acordo feito fora dos tribunais. Williams e Velardi se divorciaram em 1988.
    Em 30 de abril de 1989 ele se casou com Marsha Garces, a babá de seu filho, que já estava grávida de alguns meses da filha do ator.
    Ambos tiveram dois filhos, Zelda Rae (nascida em 31 de julho de 1989) e Cody Alan (nascido em 25 de novembro de 1991).
    Em março de 2008, no entanto, Garces pediu o divórcio de Williams, alegando "diferenças irreconciliáveis".

    Robin Williams adotou William Reeve (nascido em 7 de junho de 1992), único filho do casal Dana Reeve e Christopher Reeve, de quem Williams sempre foi muito amigo.
    Durante o fim da década de 1970 e início da década seguinte, Williams desenvolveu um vício em cocaína; ele desde então declarou ter abandonado o uso da droga.
    Williams era um amigo próximo do comediante John Belushi, com quem frequentava muitas festas, e afirmou que a morte de seu amigo, por overdose, e o nascimento de seu filho, o levaram a abandonar as drogas: "Se foi um toque de despertar? Oh, sim, em grande escala.
    Em 9 de agosto de 2006, Williams se inscreveu num centro de reabilitação para dependentes químicos localizado em Newberg, Oregon, admitindo posteriormente ser um alcoólatra. Segundo declaração feita por seu publicista: "Após 20 anos de sobriedade, Robin Williams voltou a beber, e decidiu tomar medidas proativas para lidar com isto, pelo seu próprio bem-estar e pelo bem-estar de sua família.

    Williams foi hospitalizado em março de 2009 devido a problemas cardíacos, e foi obrigado a adiar seu espetáculo solo no teatro para passar por uma cirurgia na qual substituiu sua válvula aorta.
    A cirurgia foi realizada com sucesso em 13 de março de 2009, na Cleveland Clinic.
    Williams e sua ex-mulher, Marsha, fundaram a Windfall Foundation, uma organização filantrópica que visa levantar fundos para diversas instituições de caridade diferentes.
    O ator dedicou muito às obras de caridade, incluindo o arrecadamento de fundos durante eventos como o Comic Relief.
    Em dezembro de 1999 cantou em francês num videoclipe com celebridades internacionais que faziam uma cover de "It's Only Rock & Roll", dos Rolling Stones, para a instituição Children's Promise.
    Ele também se apresentou para as United Service Organizations, organizações que prestam serviço para as tropas americanas estacionadas no Iraque e Afeganistão. 

    Após o terremoto de 2010 na Nova Zelândia, Robin Williams doou tudo o que foi arrecadado em sua performance da turnê Weapons of Self Destruction, em Christchurch, para ajudar no auxílio à reconstrução daquela cidade.
                                                                                                                 Causa da Morte:

    Robin Williams morreu em 11/08/2014 com 63 anos de idade em sua casa em Tiburon, na cidade de São Francisco, estado da Califórnia (EUA) [1, Blackfield Dr. Suite 409 Belvedere-Tiburon, CA 94920 USA], devido a asfixia provocada por enforcamento com um cinto, sendo um ato de suicídio.

    *Segundo Mara Buxbaum, agente do ator, Williams estava "lutando contra uma depressão severa, sendo que haviam dias em que chegava a dormir praticamente 20 horas e ainda acordava se queixando de cansaço.

    Robin Williams também estava tendo os primeiros sinais do "Mal de Parkinson".

    Robin Williams tentou cortar o pulso com uma faca de bolso, mas quando essa tentativa de suicídio fracassou ele se enforcou com um cinto. De acordo com análise de peritos, Robin Williams estava em casa sozinho na segunda-feira (11/08/2014) quando tentou cortar seu pulso esquerdo, mas só deixou alguns cortes superficiais.. O legista disse que Williams em seguida pegou um cinto e o amarrou em volta do pescoço e o prendeu entre a porta do armário e a moldura da porta.

    Robin Williams foi encontrado sentado, ligeiramente suspenso com o ombro direito contra a porta. Quem descobriu o corpo foi a assistente pessoal de Robin. O oficial diz que o ator vinha recebendo tratamento para a depressão. 

    Sepultamento: O corpo de Robin Williams foi cremado e suas cinzas foram espalhadas na baía de São Francisco (EUA). 

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