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    terça-feira, 13 de janeiro de 2015

    TERENCE FISHER (23/02/1904 - 18/06/1980) BIOGRAFIA


    Terence Fisher (Londres, 23 de fevereiro de 1904 — 18 de junho de 1980) foi um diretor de cinema britânico, que atuou principalmente regendo filmes da Hammer Films.

    Terence Fisher nasceu em Maida Vale, Inglaterra, em 1904. Criado por sua avó em um ambiente cristão, deixou a escola  na adolescência para se juntar a marinha mercante. Por sua própria conta que logo descobriu que uma vida no mar não era para ele, então ele deixou o serviço e tentou postos de trabalho em terra. Foi durante este tempo que ele descobriu o cinema. Um dia, quase como uma brincadeira, ele se candidatou para J. Arthur Rank Studios para se tornar um editor de filmes. Para seu espanto, ele foi aceito. Em 1947, com a idade de 43 anos, ele fez sua estréia na direção com uma comédia sobrenatural chamada Coronel Bogey (1948)..--um prenúncio do que está por vir.

    Filmes posteriores de Fisher tendiam a colocar menos ênfase em efeitos e mais na complexa interação emocional. A consistência do tema no trabalho de Fisher, juntamente com um estilo distinto, alcançado através de enquadramento preciso e um estilo de edição dinâmico, refuta a ideia de que ele era meramente um contratado, já que seus filmes têm uma assinatura reconhecível.

    Fisher foi, sem dúvida, um dos diretores de filmes de terror mais influentes da segunda metade do século XX. Primeiro a imprimir o estilo gótico com a tecnologia a cores da Technicolor, com ênfase no sangue, na sensualidade e horror explícito que, se hoje parecem moderados, foram uma inovação em seu tempo.

    Seu primeiro filme de terror gótico foi The Curse of Frankenstein (1957), que deu início à sua longa parceria com a Hammer Productions, e fez dos atores britânicos Peter Cushing e Christopher Lee as principais estrelas do terror, na época.

    Foi, também, responsável pela adaptação para o cinema de alguns clássicos da literatura de terror, como Dracula (1958), The Hound of the Baskervilles (1959) e The Mummy (1959).

    Apesar de sua temática ser sombria e escatológica, seus filmes foram comercialmente bem sucedidos, mesmo que a crítica sempre o desdenhasse, ao longo de sua carreira. Somente após sua morte é que houve um justo reconhecimento por seus trabalhos.

    Seu estilo pode ser definido como próprio, uma mistura de contos de fadas, mitos e sensualidade. Ao longo disso, uma temática cristã está fortemente presente, onde as forças do mal são derrotadas por um herói através da combinação da fé em Deus com a razão, em contraste com outras personagens que ou são bastante supersticiosos ou céticos, como observou o crítico Paul Leggett (in: Terence Fisher: Horror, Myth and Religion, 2001).

    Uma completa análise de seus trabalhos foi feita na obra "The Charm of Evil: The Films of Terence Fisher" de Wheeler Winston Dixon (Londres, Scarecrow Press, 1991).






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