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    GUERRA MUNDIAL Z (2013) - ANÁLISE DO FILME


    SINOPSE

    O mundo está sendo invadido por zumbis infectados com uma misteriosa doença semelhante a raiva e as Nações Unidas lutam contra o tempo para evitar o pior. Enquanto isso, Gerry Lane (Brad Pitt) é enviado para a zona de conflito para investigar o que poderia ter causado a infecção que se alastra pelo mundo.

    FICHA TÉCNICA

    Gênero: Terror
    Direção: Marc Forster
    Roteiro: J. Michael Straczynski, Matthew Michael Carnahan
    Elenco: Abigail Hargrove, Ann Ogbomo, Brad Pitt, Daniella Kertesz, David Andrews, David Morse, Elyes Gabel, Ernesto Cantu, Fabrizio Zacharee Guido, Féodor Atkine, Gil Cohen-Alloro, Hugh Terry, Jake Pashkin, James Badge Dale, James Cotter, John Gordon Sinclair, Julia Levy- Boeken, Julian Seager, Katia Bokor, 
    Produção: Brad Pitt, Ian Bryce, Jeremy Kleiner


    SOFÁ NÁTICO COM O FILME

    Sou cinéfilo, e como tal tenho preferências. Uma delas, sem dúvidas é o Zumbi Movie. Desde A morta viva, até a Noite dos mortos vivos, assisti e coleciono todos. Mas cá entre nós, o valor revolucionário de obras, não impede que haja filmes melhores. E muitos críticos pensam assim. Já que a Noite dos mortos vivos (1968), foi o primeiro, não há referência melhor. Erro pensar assim. A própria refilmagem de 1991 é melhor. Menos importante claro...
    Walking dead supriu as necessidades dos fãs.
    Brad Pitt mais uma vez acerta em cheio no projeto, que por diversas refilmagens do final, tinha um "Q" de bomba por vir. as mãos do diretor, virou um filme emocionante, sério e dedicado. E sua tensão é um teste para cardíacos.
    Talvez, se olharmos para trás, filmes como Extermínio 1 e 2 poder ser melhores. Mas assim com a Noite dos mortos vivos sempre será o filme mais importante de zumbis no cinema, Guerra mundial Z levou o gênero ao cinema de forma estrondosa, atingindo não somente os fãs.



    ANÁLISE CRÍTICA

    A carreira do diretor alemão Marc Forster é comprovadamente eclética. Ele já explorou quase todos os gêneros, sendo bem sucedido na maioria deles: do pesado drama "A Última Ceia", foi para o lúdico "Em Busca da Terra do Nunca", em seguida veio o maluco "A Passagem", a comédia "Mais Estranho que a Ficção", o belíssimo "O Caçador de Pipas", o  ótimo "007 - Quantum of Solace" e o mal cotado "Redenção", que nos EUA atende pelo nome maneiro de "Machine Gun Preacher". 

    Nesta mesma vibe de constante mudança, o cara resolveu adaptar o livro de Max Brooks, "Guerra Mundial Z", e o resultado foi positivo, mesmo ele tendo fugido completamente da narrativa do autor - que usa um relato posterior aos acontecimentos do longa (foram 10 anos de guerra).

    Diferente da maioria dos filmes de zumbis, este não apresenta aquela visão quase obrigatória de luta pela sobrevivência dos humanos comuns durante o apocalipse. Obviamente ela existe (de forma inerente), mas o grande diferencial é que acompanhamos o evento pelos olhos dos militares, que se propuseram a lutar esta guerra. Se no passado os mesmos sempre eram os vilões (vivos), neste eles são os heróis.


    O roteiro não perde tempo. Depois de uma abertura de créditos com trechos de telejornais apontando diversos fatores que poderiam ser a causa da epidemia (uma abordagem genérica praticamente clássica do gênero), somos apresentados à família Lane, formada pela esposa Karin, as filhas Constance e Rachel, e o pai Gerry, um ex-militar aposentando da Organização das Nações Unidas (ONU) que, depois de passar por maus bocados, aproveita a tranquilidade da vida merecidamente. Durante um café da manhã, percebemos que eles são felizes. Mas como todos esperam, isso muda, e mais que rapidamente. Ruas são invadidas por pessoas dominadas por um frenesi selvagem, sendo que em poucas horas nações tombam diante da proliferação ensandecida da infecção.

    Devido ao alto reconhecimento que Gerry tem como soldado, ele e sua família são levados para um lugar seguro, cheio de americanos patriotas. No local, o mesmo é escalado (meio que obrigatoriamente) para encabeçar a equipe que visa descobrir a origem do vírus e quiçá a cura. É iniciada então uma longa viagem, que passa por diferentes locais do globo - uma opção inteligente, levando em consideração o constante posicionamento dos Estados Unidos como centro da galáxia em filmes catástrofe. E o que seria taxado como "um americanismo convencional", pode ser nomeado agora como uma "Missão Suicida Mundial".

    Devido a classificação etária (12 anos), não vemos em momento algum uma cena de violência explícita, obrigatória para um filme de pessoas que comem pessoas. Não há uma sequência sequer que nos presentei com um espalhafatoso e clássico head shot, ou vítimas sendo devoradas/desmembradas. A câmera chacoalha bastante no intuito de despistar o público, e no final, até que se sai bem com isso, mas os sádicos não serão enganados assim tão fácil. A versão estendida resolve bem este problema.

    O filme de Forster é imensamente divertido, ironicamente. É certo dizer que, mesmo com a total falta do elemento gore e problemas narrativos, a obra agrega valores claros ao mítico gênero. Ou seja: seus zumbis são irados e causam muita tensão. As ondas gigantes de mortos aglutinados foram uma ideia genial, e toda a exploração da contaminação dos humanos é muito bem retratada. A cena em que Gerry observa um homem recém mordido, e conta os segundos necessários para ele se transformar - tudo isso acompanhado pelo voice-over de uma criança que narra a chegada de um trem na estação - é sensacional, e entra para o Top 10 de Transformações Zumbis com facilidade.


    Brad Pitt se sai bem no papel do instintivo e imbatível Gerry. O cara possui um ar meio Zen que gera algumas cenas interessantes, principalmente quando ele, inteligentemente (e quase mediunicamente também, né?), enxerga comportamentos distintos dos defuntos, e assim edifica deduções brilhantes. Mesmo parecendo distante em certos momentos, Pitt eleva o status do filme com qualidade, e a atriz Mireille Enos (da série "The Killing"), que interpreta a esposa Karin, segue neste mesmo ritmo. Apoiado por efeitos visuais competentes, o diretor Marc Forster realiza um belo acabamento na produção, sua movimentação e percepção na hora de filmar são sentidas - uma condução que oferta cenas de ação bem estruturadas e visualmente estonteantes.

    No final, "Guerra Mundial Z" consegue causar um genuíno nervosismo com seus mortos-vivos extremamente rápidos e implacáveis. O diretor Marc Forster se arriscou bastante ao explorar este novo terreno (quase sagrado), mas realizou um trabalho eficiente, em que os fins justificam os meios. Logicamente, os defeitos estão lá, só que sejamos francos: eles enfiaram zumbis dentro de um avião, e isso precisa ser visto por todos os amantes do gênero - que hoje em dia se proliferam de maneira apocalíptica.


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